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TST condena empresa a indenizar encarregado de obras atropelado por bandidos em fuga

O relator do recurso entendeu que o empregado que trabalha em obras na rodovia se sujeita a riscos superiores aos que são submetidos os trabalhadores comuns

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window


TST condena empresa após atropelamento de funcionário Foto: Renes Candido/Agência Brasília

Por unanimidade, o Tribunal Superior do Trabalho condenou uma empresa de serviços de Belém (PA) a pagar R$ 20 mil de indenização a um supervisor de obra que foi atropelado durante o trabalho por bandidos que fugiam de uma perseguição policial. O tribunal entendeu que empregado que atua em obras em rodovias se sujeita a riscos superiores aos que estão submetidos os trabalhadores comuns.

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De acordo com o processo, o acidente de trabalho ocorreu em janeiro de 2021. “O funcionário supervisionava reparos na calçada de uma rua em Belém, em um trecho sinalizado com cones e fitas zebradas, quando foi atingido por um veículo desgovernado dirigido por bandidos que fugiam da polícia. Ele sofreu diversas fraturas e teve de passar por cirurgias. Na reclamação trabalhista, pediu indenizações por danos materiais e morais”, diz o TST.

O juízo da 18ª Vara do Trabalho de Belém negou o pedido por entender que não houve ação ou omissão culposa da empregadora e que a função de encarregado de obras não pode ser considerada de risco. O homem, então, recorreu à justiça do trabalho regional, que também negou o pedido. Novo recurso foi, então, apresentado ao TST.

O relator do recurso, ministro Amaury Rodrigues, entendeu que o empregado que trabalha em obras na rodovia se sujeita a riscos superiores aos que são submetidos os trabalhadores comuns. Segundo ele, a comprovação de que o empregado foi vítima de acidente de trabalho, tendo, inclusive, de se submeter a cirurgia, é suficiente para reconhecer o dano moral, que não precisa ser provado. Quanto aos danos materiais, afirmou que não há indícios de que o atropelamento tenha causado incapacidade para o trabalho.

Para ele, a sentença da ação matriz que negou o pedido de indenização violou o Código Civil. “A circunstância de o acidente ter sido causado por terceiros não afasta a obrigação de indenizar, em razão da exposição do empregado aos riscos inerentes ao tráfego de veículos decorrentes da imprudência e imperícia dos seus condutores”, disse.

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