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BC mantém taxa básica de juros em 6,5% ao ano pela nona vez seguida

Decisão tomada por unanimidade pelo Copom aponta para a retomada do processo de recuperação gradual da atividade econômica brasileira

Economia|Do R7

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Decisão do BC segue expectativas do mercado
Decisão do BC segue expectativas do mercado

O Copom (Comitê de Política Monetária), do BC (Banco Central), decidiu nesta quarta-feira (8) pela manutenção da taxa básica de juros da economia brasileira em 6,5% ao ano pela nona vez consecutiva.

A decisão tomada após dois dias de reuniões mantém a taxa básica no mesmo patamar em que se encontra desde março do ano passado, quando o Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para os atuais 6,5% ao ano.


O veredito foi mais uma vez tomado por unanimidade, com os votos do presidente do BC, Roberto Oliveira Campos Neto, e dos diretores Bruno Serra Fernandes, Carlos Viana de Carvalho, Carolina de Assis Barros, João Manoel Pinho de Mello, Maurício Costa de Moura, Otávio Ribeiro Damaso, Paulo Sérgio Neves de Souza e Tiago Couto Berriel.

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De acordo com o Copom, a manutenção da taxa básica de juros no patamar atual leva em conta os resultados recentes da atividade econômica, que sinaliza para a "retomada do processo de recuperação gradual da atividade econômica".

"O Comitê avalia que diversas medidas de inflação subjacente encontram-se em níveis apropriados, inclusive os componentes mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária", afirma o documento que justifica o veredito.


Com a decisão, o BC vai em linha com as expectativas do mercado financeiro divulgadas semanalmente pelo Relatório Focus, que aposta já há 13 semanas na manutenção da taxa básica de juros no atual patamar até o fim de 2019.

Juros básicos


A Selic é conhecida como taxa básica porque é a mais baixa da economia e funciona como forma de piso para os demais juros cobrados no mercado. A taxa é usada nos empréstimos entre bancos e nas aplicações que as instituições financeiras fazem em títulos públicos federais.

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Em linhas gerais, a Selic é taxa que os bancos pagam para pegar dinheiro no mercado e repassá-lo para empresas ou consumidores em forma de empréstimos ou financiamentos. Por esse motivo, os juros que os bancos cobram dos consumidores são sempre superiores à Selic.

A taxa básica também serve como o principal instrumento do BC para manter a inflação sob controle, próxima da meta estabelecida pelo governo, de 4,5%. Isso acontece porque os juros mais altos encarecem o crédito, reduzem a disposição para consumir e estimulam novas alternativas de investimento.

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Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo.

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