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CNI: apesar de números positivos, indústria brasileira enfrenta série de desafios para voltar ao auge

Acúmulo total de crescimento do setor em 2026 é de 1,7%, um valor 12,9% menor do que o registrado em 2011

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A produção industrial brasileira cresceu pelo quarto mês consecutivo, acumulando 1,7% no ano até agora.
  • O nível atual de produção está 4,7% acima do período pré-pandemia, mas ainda 12,9% abaixo do recorde de 2011.
  • Fatores como baixa produtividade e alta taxa de juros dificultam o retorno ao auge da indústria.
  • A indústria extrativa se beneficia dos preços do petróleo, enquanto a de transformação enfrenta desafios devido à guerra no Oriente Médio.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A Pesquisa Industrial Mensal, divulgada nesta quarta-feira (3) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), confirmou um dado animador para a economia brasileira: pelo quarto mês consecutivo, a produção industrial do país cresceu. O acúmulo total é de 1,7% no ano até agora. De março para abril, o acréscimo foi de 0,7%.

O resultado está 4,7% acima do nível registrado pré-pandemia, em fevereiro de 2020. Apesar disso, ele está 12,9% abaixo do valor recorde, alcançado em maio de 2011. Segundo Marcelo Azevedo, gerente de análise econômica da Confederação Nacional da Indústria, uma variedade de fatores dificulta o retorno ao auge.


Um homem solda um pedaço de metal. Ele usa uma luva de segurança na mão esquerda. A mão direita segura o apetrecho, que dispara fagulhas incandescentes.
Guerra afeta de maneiras diferentes as indústrias de extração e de transformação Reprodução / Record News

Dentre eles estão a baixa evolução da produtividade da indústria brasileira e a taxa de juros elevada, que encarece o investimento e, consequentemente, reduz a demanda. “Por outro lado, também tem uma pressão de custos crescente sobre a indústria, então é um acúmulo de fatores que vem atrapalhando bastante a competitividade brasileira e gera essa distância sobre o que a gente já chegou a ter de produção”, afirma.

Marcelo Azevedo ainda comenta os resultados da pesquisa durante o programa Alerta Brasil e avalia que, embora os dados sejam animadores, é necessário diferenciar a situação enfrentada pela indústria extrativa da de transformação. Enquanto aquela encontra-se favorecida pela guerra no Oriente Médio, esta enfrenta dificuldades e, na comparação com o mesmo período em 2025, registrou queda.


“São situações bastante diferentes. A indústria extrativa, muito exportadora, está sendo beneficiada por essa questão de preços do petróleo. Já a de transformação [...] sofre com os efeitos da guerra, entre outros fatores. Como, por exemplo, a elevação do próprio custo de petróleo, que é importante para o frete”, conclui o especialista.

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