Dólar abre a semana em alta e supera R$ 5,70
Às 10h11, a moeda norte-americana avançava a R$ R$ 5,69, após tocar em tocar R$ 5,70 na máxima da sessão
Economia|Do R7

O dólar devolveu completamente as perdas registradas mais cedo nesta segunda-feira (6), chegando a tocar R$ 5,70 no pico da sessão, à medida que a possibilidade de aumentos antecipados de juros nos Estados Unidos ofuscava expectativas de investidores em torno da reunião de dois dias do Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) desta semana.
As expectativas do mercado financeiro são de que o BC vai elevar a taxa Selic, atualmente em 7,75% ao ano, novamente em 1,5 ponto percentual, para 9,25% ao ano. Juros maiores num determinado país tendem a elevar a atratividade de sua moeda, uma vez que aumentam a rentabilidade de se investir no mercado de renda fixa local.
Às 10h11 (horário de Brasília), a moeda norte-americana à vista avançava 0,19%, a R$ 5,6895 na venda. Na máxima do dia, a moeda foi a R$ 5,7000, alta de 0,38%, depois de ter recuado 0,75% nos primeiros minutos de negociação, a R$ 5,636.
Na B3, às 10h11 (horário de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,59%, a R$ 5,7200. No exterior, o índice do dólar contra uma cesta de seis rivais fortes rondava estabilidade.
A moeda norte-americana à vista fechou o último pregão, na sexta-feira, em alta de 0,34%, a R$ 5,6785, máxima desde 13 de abril passado (R$ 5,7175). Nesta sessão, o Banco Central fará leilão de até 14 mil contratos de swap cambial tradicional — distribuídos entre os vencimentos 1° de junho de 2022 e 3 de outubro de 2022.
"A decisão sobre a alta de juros no Brasil já tem sido precificada em 1,5 (ponto percentual). Isso faz o investidor externo olhar de novo para o Brasil e trazer recursos", explicou Lucas Schroeder, diretor de operações da Câmbio Curitiba. No entanto, disse ele, "a gente acaba tendo que disputar com os Estados Unidos".
Sua fala diz respeito a sinalizações recentes de várias autoridades do BC dos Estados Unidos de que a autoridade monetária está preparando o terreno para acelerar o ritmo de redução de seus estímulos e possivelmente antecipar aumentos de juros para 2022, o que poderia limitar o efeito do ciclo de alta da Selic sobre o mercado de câmbio doméstico.
O próprio presidente do BC dos EUA, Jerome Powell, disse na semana passada que acredita ser apropriado discutir na próxima reunião do banco central o encerramento total de seu programa de compras de títulos alguns meses mais cedo do que o esperado, em meio a sinais de persistência da inflação alta nos EUA. Isso poderia abrir caminho para alta nos custos dos empréstimos.
"Competir com [aumentos de] juros nos Estados Unidos é difícil, porque investir lá é muito seguro; a maior economia do mundo não dá calote", disse Schroeder.
Investidores continuavam monitorando o noticiário em torno da recém-detectada variante Ômicron do coronavírus, já que ainda não há clareza sobre qual será seu impacto sanitário e econômico ao redor do mundo.















