Dólar avança e abre a semana negociado a R$ 3,29
Moeda norte-americana subiu 1,1% com investidores à espera de Fed e BC do Japão
Economia|Do R7

O dólar fechou em alta e voltou a se aproximou de R$ 3,30 nesta segunda-feira (25), com investidores preferindo estratégias defensivas antes das reuniões desta semana do Federal Reserve e do Banco do Japão, bancos centrais norte-americano e japonês.
No contexto local, os agentes mantiveram a cautela em relação às perspectivas fiscais enquanto aguardavam novos desdobramentos do cenário político.
O dólar avançou 1,1%, a R$ 3,2940 na venda, após chegar a R$ 3,2972 na máxima do dia. O dólar futuro subia cerca de 1% no fim da tarde.
"A semana está cheia, temos muitos eventos importantes nos próximos dias e predomina o sentimento de cautela", disse o operador da corretora Spinelli José Carlos Amado.
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Investidores não esperam que o Fed eleve os juros na quarta-feira, quando anuncia sua decisão, mas vêm crescendo as apostas de que pode promover novos aumentos neste ano.
Segundo dados do FedWatch do CME Group, os juros futuros norte-americanos indicavam chance de apenas 2% de elevação agora, com apostas majoritárias de aperto monetário em dezembro.
Expectativas de juros mais altos nos EUA podem atrair para a maior economia do mundo recursos atualmente aplicados no Brasil. Por outro lado, têm ganhado força as expectativas de mais estímulos econômicos pelo Banco do Japão, que decide os próximos passos da política monetária do país na sexta-feira.
Nesta sessão, investidores também evitaram ativos de maior risco diante do tombo dos preços do petróleo em reação a persistentes preocupações com o excesso de oferta e com a demanda fraca. Moedas como os pesos mexicano e colombiano, mercados fortemente dependentes da commodity, figuraram entre as maiores perdas nesta sessão.
"Foi um dia ruim para emergentes em todo o mundo. Nesse contexto, até que o Brasil teve bom desempenho", afirmou o estrategista de um banco internacional.
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No quadro interno, investidores mantiveram a postura de cautela que predominou na semana passada, evitando fazer grandes apostas enquanto aguardavam sinais concretos de austeridade fiscal do governo do presidente interino Michel Temer.
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, reforçou nesta sessão que o governo poderá adotar aumentos pontuais de impostos, mas a decisão será tomada até o fim de agosto, após avaliar a previsão de receitas.
"Brasília está em modo de espera", escreveram analistas da corretora Guide Investimentos em relatório.
Nesta manhã, o BC voltou a vender 10 mil swaps reversos, que equivalem à compra futura de dólares, repetindo a operação que realizou em todos os pregões neste mês exceto um.















