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Dólar dispara e volta a encostar em R$ 3,70

Avanço de 1,86% da moeda norte-americana foi influenciado pela incerteza política local

Economia|Do R7

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Moeda norte-americana acumulou alta de 3,32% em dois dias
Moeda norte-americana acumulou alta de 3,32% em dois dias

O dólar fechou em alta de quase 2%, aproximando-se de R$ 3,70 nesta terça-feira (5), em meio à crescente incerteza em relação ao processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff e ao ambiente de aversão a risco nos mercados globais.

A moeda norte-americana avançou 1,86%, a R$ 3,6810 na venda, após atingir R$ 3,6862 na máxima da sessão. A moeda norte-americana acumulou alta de 3,32% em dois dias. O dólar futuro subia cerca de 1,6% no fim da tarde.


"O mercado está questionando um pouco aquele otimismo exacerbado das últimas semanas, colocando mais incerteza na conta", disse o operador da corretora B&T Marcos Trabbold.

Após semanas de euforia com a perspectiva de troca no governo — algo que muitos operadores avaliam como primeiro passo na retomada da confiança —, parte do mercado passou a adotar estratégias mais cautelosas nos últimos dias em meio ao noticiário político intenso.


Entre as novidades, esteve o ministro Marco Aurélio de Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinando que a Câmara dos Deputados instale uma comissão especial para analisar pedido de impeachment contra o vice-presidente Michel Temer.

Pela manhã, Temer licenciou-se da presidência do PMDB, legenda que rompeu com o governo na semana passada. Segundo sua assessoria de imprensa, a presidência do partido será ocupada interinamente pelo senador Romero Jucá (RR).


Ainda assim, as avaliações eram de que a presidente Dilma não conseguirá concluir seu mandato. Analistas da consultoria de risco político Eurasia mantiveram estimativa de probabilidade de 75% de Dilma sair do comando do País.

O dólar também ganhava força contra as principais moedas emergentes nesta sessão, fruto de expectativas de altas de juros nos Estados Unidos neste ano. "Há um cheiro de aversão a risco nos mercados", escreveram analistas do Scotiabank em nota a clientes.


Mesmo com a pressão de alta vista nesta sessão, o Banco Central brasileiro vendeu a oferta total de até 5.960 contratos de swap reverso, que equivalem a compra futura de dólar, em leilão nesta sessão. O lote ofertado, porém, foi menor do que nas operações desse tipo conduzida nos últimos dias.

O BC vendeu também novamente a oferta integral de até 5.500 contratos em leilão de rolagem dos swaps tradicionais, que equivalem à venda futura de dólares. Com isso, repôs US$ 804,2 milhões, ou cerca de 8% do lote do mês que vem, que corresponde a US$ 10,385 bilhões.

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