Dólar fecha em alta e vale R$ 3,21
Moeda norte-americana seguiu o exterior e subiu 0,21% em dia com nova intervenção do BC
Economia|Do R7

O dólar fechou a quarta-feira (18) em alta ante o real, depois de ter recuado quase 1% na véspera, em sintonia com o desempenho da moeda norte-americana no exterior e diante da cautela com a proximidade da posse de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos.
Os investidores também passaram o dia sob a expectativa com o discurso da presidente do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, Janet Yellen, marcado para o início desta noite.
O dólar avançou 0,21%, a R$ 3,2190 na venda, após ceder 0,81%, a R$ 3,2124, no pregão passado. Na máxima do dia, a moeda norte-americana marcou R$ 3,2314. O dólar futuro subia cerca de 0,2% no final desta tarde.
"O mercado está propenso à alta do dólar por causa da possibilidade de maior risco à frente, há um movimento de hedge pelos investidores", destacou o operador da Ourominas Corretora Maurício Gaioti, referindo-se ao futuro presidente norte-americano, que toma posse nesta sexta-feira.
Desde que Trump foi eleito, os agentes econômicos passaram a temer mais chances de altas maiores nos juros dos Estados Unidos, já que em sua campanha ele prometeu gastos maiores em infraestrutura e cortes de impostos, características de uma política econômica inflacionária.
Se esse cenário se confirmar, o dinheiro aplicado em outros países como o Brasil poderá se endereçar aos Estados Unidos, de olho nos juros mais elevados em ambiente de menor risco.
No exterior, o dólar subia ante uma cesta de moedas e divisas emergentes, como o peso mexicano, rand sul-africano e lira turca.
Internamente, a alta do dólar ante o real foi contida por causa do novo leilão de swap cambial tradicional — equivalente à venda futura de dólares — que o Banco Central fez pela manhã. Foi o segundo leilão para rolagem dos contratos que vencem em fevereiro e que terminou com a venda de todos os 12 mil contratos.
"Com o swap, o BC mandou o recado de que está vigilante em relação ao câmbio e isso ajuda a segurar as cotações", disse Gaioti.















