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Dólar recua e volta a valer R$ 3,10 nesta quinta-feira

Após disparar quase 2% durante a sessão, moeda norte-americana caiu 0,28% no dia

Economia|Do R7

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Giro financeiro ficou em torno de US$ 1,9 bilhão
Giro financeiro ficou em torno de US$ 1,9 bilhão

dólar fechou em queda ante o real nesta quinta-feira (11), diante de ingresso de recursos externos e expectativas de mais fluxos no futuro devido à avaliação de que a taxa de juros no Brasil deve subir mais do que o esperado.

Pesou também notícia veiculada pela Bloomberg, com uma fonte afirmando que as rolagens de swap do BC (Banco Central) não se baseavam em cotações do dólar, que levantou dúvidas sobre a estratégia de intervenções do BC.


O dólar recuou 0,28%, a R$ 3,1060 na venda. Na máxima do dia, a moeda norte-americana chegou a subir quase 2%, a R$ 3,1720, depois de o BC reduzir a oferta de swaps cambiais no leilão desta sessão, sinalizando que deve rolar uma proporção menor dos contratos que vencem em julho.

Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de US$ 1,9 bilhão.


"Pela manhã, a sinalização foi de que as rolagens poderiam ser menores. À tarde, o noticiário apontou na direção oposta. O mercado acaba tendo que lidar com esse ruído", afirmou o economista-chefe do BESI, Jankiel Santos. "A única certeza é que os juros vão continuar subindo e deixando o país mais atraente".

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O BC vendeu nesta sessão apenas 6.300 swaps, que equivalem à venda futura de dólares, contra os 7.000 que vinha ofertando diariamente neste mês. Se mantiver esse ritmo até o penúltimo pregão do mês, como de praxe, o BC rolará cerca de 74% do lote para julho, correspondente a US$ 8,742 bilhões.

No mês passado, o BC havia rolado cerca de 80% do lote que venceu em junho.


O operador de um banco internacional avaliou que a redução da oferta de swaps deve fazer o mercado enxergar um piso na cotação de R$ 3. Ele ressaltou, ainda, que o BC tem condições para tomar essa decisão levando em conta a expectativa de ingresso de recursos no Brasil após a emissão do bônus de 100 anos da Petrobras abrir as portas para mais captações de empresas brasileiras e diante de expectativas de mais altas da Selic.

Esse cenário foi reforçado nesta sessão pela ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), na qual o BC afirmou que é necessário "determinação e perseverança" no combate à inflação para impedir sua transmissão em prazos mais longos.

Segundo analistas, a expectativa de juros mais altos contribuiu para anular os ganhos do dólar sobre o real na parte da tarde. Também ajudou esse movimento notícia publicada pela Bloomberg, que citou uma fonte da equipe econômica, sob anonimato, afirmando que o BC não "olha para a taxa de câmbio" ao decidir a oferta de swaps.

A leitura feita pelo mercado após a mudança na rolagem dos swaps e a divulgação da ata do Copom foi que o BC estaria mais tolerante com um dólar mais alto para estimular a fraca economia via exportações, ao mesmo tempo em que poderia manter o ciclo de aperto monetário mais intenso para segurar a inflação.

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