Dólar sobe e volta a ser negociado a R$ 3,11
Moeda dos EUA subiu 0,55% com temores sobre a não aprovação da reforma da Previdência
Economia|Do R7

O dólar fechou em alta e voltou ao patamar de R$ 3,11 nesta quarta-feira (5), após levantamento mostrando que o governo não conseguiria aprovar agora na Câmara dos Deputados a reforma da Previdência, tida como essencial para colocar as contas públicas do País em ordem, nem com uma proposta mais branda.
Até a última hora do pregão, no entanto, o dólar recuou com a melhora da percepção de risco político após o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) adiar o julgamento da chapa Dilma-Temer e com expectativas de ingresso de recursos externos no país.
O dólar avançou 0,55%, a R$ 3,1149 na venda, após chegar a R$ 3,0803 na mínima do dia e a R$ 3,1190 na máxima. O dólar futuro tinha alta de cerca de 0,6% no final da tarde.
"O placar não está nada bom para o governo", afirmou o economista-sênior do banco Haitong, Flávio Serrano.
Levantamento feito pelo Grupo Estado revelou que a proposta da reforma da Previdência seria rejeitada por 240 deputados, mesmo com uma versão mais suavizada. Para aprovar, são necessários 308 votos favoráveis, o equivalente a três quintos dos 513 deputados.
A trajetória do dólar durante a maior parte do pregão foi de queda, após a decisão do TSE. A maioria dos ministros da Corte decidiu na véspera adiar o julgamento da chapa Dilma-Temer, resultado em sintonia com as pretensões do Palácio do Planalto de adiar, ao máximo possível, o desfecho do caso.
Com isso, haviam diminuído as preocupações dos investidores de que a votação da reforma da Previdência no Congresso Nacional poderia ser afetada.
O dólar também recuou com as expectativas de entrada de mais recursos externos, via nova etapa de regularização de recursos mantidos no exterior e abertura de capital da Azul, nesta semana. Investidores também citavam possibilidades de novas captações de empresas.
O Banco Central brasileiro não anunciou intervenção no mercado de câmbio para essa sessão. Em maio, vencem US$ 6,389 bilhões em swap cambial tradicional, equivalente à venda futura de dólares.















