Dólar sobe novamente e fecha em R$ 2,37
Moeda norte-americana teva alta de 0,47% ante o real nesta quarta-feira (22)
Economia|Do R7

O dólar subiu 0,47% e fechou em R$ 2,37 na venda nesta quarta-feira (22), depois de bater R$ 2,3549 na mínima do dia e R$ 2,3773 na máxima. Segundo dados da Bolsa de Valores de São Paulo, o giro financeiro ficou em torno de R$ 4,97 bilhões (US$ 2,1 bilhões).
Essa foi a segunda queda consecutiva do real frente à moeda norte-americana nesta semana, apesar da constante atuação do BC (Banco Central). Para o gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo, o dia foi de poucas oscilações.
— Hoje não foi um dia de grandes notícias e o dólar acabou tendo poucas oscilações.
Investidores identificam o nível de R$ 2,35 como importante piso de resistência, uma vez que ainda ajuda as exportações mas não é inflacionário. O dólar vem oscilando em torno desse patamar desde o início de dezembro.
Durante boa parte do pregão, a divisa dos Estados Unidos operou perto da estabilidade ante o real, sem eventos que pudessem motivar grandes apostas. O gerente de câmbio da corretora Advanced, Reginaldo Siaca, resumiu o cenário.
— O dólar está caminhando de lado, sem grandes notícias, em compasso de espera.
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O dólar fechou com leve alta nesta sessão mesmo com o BC dando continuidade às intervenções diárias, vendendo a oferta total de até 4 mil swaps cambiais tradicionais — equivalentes a venda futura de dólares. Foram 500 contratos com vencimento em 2 de maio, depois de ficar alguns dias sem vendê-los, e 3,5 mil swaps para 1º de setembro deste ano. A operação teve volume equivalente a 198 milhões de dólares.
Além disso, fez durante a manhã a quinta etapa da rolagem dos swaps que vencem em 3 de fevereiro, vendendo a oferta total de 25 mil contratos. Com isso, a autoridade monetária já rolou cerca de 55 por cento do lote total do próximo mês.
Investidores também continuaram sob a expectativa da próxima reunião do Federal Reserve, em 28 e 29 de janeiro, quando o banco central norte-americano pode anunciar mais um corte de 10 bilhões de dólares no programa de compras mensais de títulos, hoje em US$ 75 bilhões. A decisão reduziria ainda mais a liquidez global.
A decisão reduziria ainda mais a liquidez global, sugerindo que o cenário de saídas de divisas do Brasil tenderia a continuar. Na semana passada, o fluxo cambial do país ficou negativo em US$ 677 milhões, acumulando no mês déficit de US$ 1,894 bilhão.
O mercado tinha, desde a semana passada, a expectativa de entrada de dólares no país após diversas empresas no país anunciarem captação de recursos no exterior.















