Logo R7.com
RecordPlus

Dólar sobe quase 1% e vale R$ 3,76

Alta de 0,91% da moeda norte-americana foi guiada por cautela ligada à cena política local de olho na tramitação da reforma da Previdência no Congresso

Economia|Do R7

  • Google News
Dólar oscilou entre R$ 3,71 e R$ 3,77 na sessão
Dólar oscilou entre R$ 3,71 e R$ 3,77 na sessão

O dólar fechou com forte alta ante o real nesta quinta-feira (21), após pregão volátil com cautela ligada à cena política local de olho na tramitação da reforma da Previdência no Congresso, tendo de pano de fundo a alta da moeda norte-americana no exterior.

Na sessão, a moeda norte-americana avançou 0,91%, a R$ 3,7618 na venda. Na máxima do dia, a divisa chegou a R$ 3,773 e, na mínima, tocou R$ 3,7163.


O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), determinou nesta quinta-feira o envio da proposta de Previdência à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), onde começará a tramitar, antes do colegiado começar os trabalhos.

O movimento acontece num momento político delicado para o Planalto, o que levanta questões sobre quanto do texto original proposto conseguirá ser mantido e sobre o tempo de tramitação.


Alguns participantes do mercado avaliam que o sucesso da tramitação do projeto é a chancela necessária não só para avançar com outras pautas da agenda econômica, como também atrair o investidor estrangeiro de volta ao Brasil.

"O timing dessa aprovação é que vai garantir um bom governo. Se passarem os meses e não andar, o resto tudo vai parando", afirmou o gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo, referindo-se a outras medidas econômicas como reforma tributária e concessões.


"O investidor nacional tem visão mais otimista... O estrangeiro se mantém cauteloso, vai esperar o andamento disso, vai sentir o clima, a recepção dos parlamentares", disse o operador de câmbio da Advanced Corretora, Alessandro Faganello.

No exterior, o dólar subiu contra moedas emergentes, impulsionado por uma certa aversão ao risco após dados econômicos fracos na zona do euro e nos Estados Unidos.


A produção industrial na zona do euro teve contração inesperada em fevereiro, puxada por um recuo na Alemanha, segundo a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês).

Nos EUA, as novas encomendas de bens de capital caíram inesperadamente em dezembro, em meio à queda da demanda por maquinário e metais primários, indicando mais desaceleração nos gastos empresariais em equipamentos.

O mercado segue monitorando o andamento das negociações comerciais entre Estados Unidos e China, com discussões de nível mais alto previstas para esta quinta e sexta-feira.

O BC vendeu 10.330 swaps cambiais tradicionais, equivalente à venda futura de dólares. Assim rolou US$ 7,747 bilhões dos US$ 9,811 bilhões que vencem em março.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.