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Espanha quer conquistar Brasil com seus vinhos

Economia|Do R7

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São Paulo, 12 dez (EFE).- A Espanha atingiu em 2013 o primeiro lugar no ranking mundial de exportação de vinhos e quer ampliar seu espaço no mercado brasileiro nos próximos anos. Com rótulos a preços bem mais modestos do que outras marcas europeias (algumas garrafas espanholas custam R$ 35), importadores e produtores espanhóis buscam ampliar sua presença no país apoiados pela Câmara de Comércio Espanhola e da Embaixada de Espanha. A ideia é promover o vinho espanhol, ainda pouco consumido no mercado brasileiro, dominado por rótulos chilenos e argentinos, privilegiados pela proximidade territorial e do Mercosul. "É claro que a proposta e os objetivos do vinho espanhol não são atingir os níveis e as cotas de mercado que Chile e Argentina possuem, porque isso não vai acontecer nunca. Eles são vistos como produtos 'locais'", ressaltou Antonio Correas, chefe da campanha "Vinhos de Espanha" promovida pela Embaixada da Espanha no Brasil. De acordo com ele, o vinho espanhol tem muito espaço para crescer entre os produtos europeus, onde a Espanha é o quarto maior fornecedor do produto para o Brasil. Nos últimos anos, a venda de vinho importado que mais cresceu no país foi o espanhol. Enquanto as importações de vinhos tiveram queda de 3,22% em 2013, os produtores espanhóis comemoram o crescimento de 7,15% nas vendas para o Brasil. Para o importador espanhol e representante da bodega Señorio de Sarria, Jordi Mesa, o que mais chama a atenção para o consumo do vinho entre brasileiros é a semelhança com o hábito hispânico de consumir as famosas "tapas" (tira-gostos) harmonizadas com a bebida. "O consumo no Brasil tem um potencial muito grande, sobretudo se pensarmos que na Espanha o vinho é muito servido com tapas e o consumo de petiscos e pequenos tira-gostos dentro da culinária brasileira é amplo" ressaltou o importador. O vinho apresentado por Jordi em um dos eventos de degustação, um nº5 Garnacha, foi servido junto com um caldo de castanhas, mostrando o potencial casamento das gastronomias brasileira e espanhola. "Temos que estudar muito promover nossos produtos, porque as possibilidades de tomar o vinho espanhol harmonizado com petiscos e comida brasileira são muito grandes", destaca Jordi. No entanto, o setor ainda esbarra nas altas taxas de impostos que incidem por causa do teor alcoólico, tornando seu valor até três vezes maior que preço original. "Se houvesse um tratamento tributário um pouco mais amável para o vinho enquanto produto, considera-lo alimento e não apenas bebida alcoólica, o crescimento da cultura vinícola brasileira cresceria", avaliou Antônio Correa. Ele ressaltou que "por outro lado, o interesse do brasileiro pelo vinho é tão forte que mesmo com essas dificuldades as importações crescem".EFE. cv/cd

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