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Fim da escala 6x1: líderes do agro criticam proposta e alertam para impactos ao setor produtivo

Em evento em MG, produtores pedem ao Congresso Nacional um debate aprofundado sobre a redução da jornada de trabalho

Economia|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Líderes do agronegócio criticam proposta de fim da escala 6x1 durante evento da Expozebu em MG.
  • Presidentes de associações do setor alertam sobre impactos negativos à economia e ao setor produtivo.
  • Críticas também se voltam para a reforma tributária, que afeta a arrecadação e os municípios.
  • A proposta já foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados e segue para discussão em comissão especial.

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Para dirigentes do agronegócio, o fim da escala 6x1 será 'nocivo' à economia brasileira Marcelo Camargo/Agência Brasil - Arquivo

Lideranças do agronegócio criticaram, neste sábado (25), o fim da escala 6x1. Na abertura do evento considerado o mais importante da pecuária nacional — a Expozebu, em Uberaba (MG) —, os produtores defenderam um debate maior sobre os impactos da redução da jornada de trabalho para a economia e o setor produtivo.

Presidente da ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu), Arnaldo Manuel Borges alertou para os riscos da medida e pediu um posicionamento do Congresso Nacional.


“Destacamos aqui a necessidade de discutirmos assuntos como o fim da escala 6x1, com a devida seriedade, e levando em consideração todas as consequências possíveis para o bom funcionamento da economia e do setor produtivo do Brasil”, afirmou.

Segundo ele, a proposta é “tão nociva à nossa economia” que pode trazer “consequências graves e sem precedentes ao nosso agro”.


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Na mesma linha, o presidente da Faesp (Federação da Agricultura e Pecuária do estado de São Paulo), Tirso Meirelles, ampliou o tom das críticas ao cenário econômico e fiscal do país.

“Nós arrecadamos R$ 3 trilhões em impostos. Ficamos mais de 5 meses pagando imposto. E o que é trazido para a sociedade? Mais imposto”, protestou. Para ele, a reforma tributária tende a “concentrar mais ainda os recursos na mão do governo federal, dificultando os municípios”.


Prioridades e gargalos

Meirelles também criticou a priorização do debate sobre a jornada de trabalho diante de gargalos estruturais. “Precisa resolver primeiro a estruturação do país em vez de mexer no 6x1”, sustentou, ao citar problemas nos setores de transporte e segurança.

O dirigente defendeu ainda um maior engajamento da sociedade e destacou a necessidade de planejamento de longo prazo. “Nós não podemos mais ficar como telespectadores”, frisou, acrescentando que o Brasil precisa de um “projeto” consistente.


O presidente da Faesp agradeceu aos pré-candidatos à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), presentes no evento. “Deram os seus nomes no momento difícil, sabem que está polarizado, mas deram os nomes para que tenha discussão dentro do país.”

Comissão na Câmara

A discussão sobre a jornada de trabalho ocorre em meio ao avanço da proposta no Congresso Nacional. Nesta semana, a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara aprovou a admissibilidade da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que trata do tema.

Agora a proposta será discutida em uma comissão especial criada pelo presidente da Casa, Hugo Motta.

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