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Você se lembra? Neste ano, Eike perdeu todos os bens, até os da Luma

Empresário chegou ao fundo do poço, em 2015, com a apreensão de iate, carrões e até celular

Economia|Do R7

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Eike foi condenado pela CVM, perdeu os bens e ainda teve que prestar depoimento na CPI do BNDES
Eike foi condenado pela CVM, perdeu os bens e ainda teve que prestar depoimento na CPI do BNDES

O ex-bilionário Eike Batista teria motivos de sobra para querer riscar 2015 do seu calendário. Neste ano, ele perdeu todos os bens e, com isso, chegou a prejudicar os filhos e até a ex-mulher Luma de Oliveira. Isso porque ele havia feito doações para os familiares, e a Justiça resolveu bloquear os bens para garantir o pagamento de credores e acionistas em caso de condenação por causa de crimes financeiros.

Em fevereiro, agentes da PF (Polícia Federal) cumpriram mandados de busca e apreensão em duas casas do empresário Eike Batista no Rio de Janeiro, onde recolheram seis carros e o celular do próprio Eike, entre outros bens. Depois, em outra ação, a PF apreendeu, na casa de praia do ex-bilionário em Angra dos Reis, três motos aquáticas, uma lancha e o megaiate do empresário.


A situação chegou ao ponto de a mulher de Eike, Flávia Sampaio, ter seu cartão de crédito recusado em um supermercado da zona sul do Rio de Janeiro. Os bens do empresário só foram devolvidos pela Justiça em maio.

Juiz


Uma reviravolta no caso de Eike foi o afastamento do juiz Flávio Roberto de Souza do processo por ter usado um Porsche Cayenne que foi apreendido na casa do empresário. Souza disse, na época, que levou o veículo para a garagem do seu prédio por falta de vagas no pátio da Justiça Federal e por causa da lotação do depósito da Polícia Federal.

Depois disso, a Justiça Federal devolveu ao empresário um piano e um carro Range Rover, que estavam no condomínio onde mora o juiz.


Veja os carrões de Eike que iriam a leilão antes da suspensão da Justiça

Em novembro, o TRF (Tribunal Regional Federal) da 2ª Região puniu o juiz federal Flávio Roberto de Souza com aposentadoria compulsória.


Empresas

No mundo dos negócios, Eike virou réu em mais uma ação na Justiça. Dessa vez, ele foi acusado de manipulação de mercado e uso de informação privilegiada na negociação de ações da OSX, sua empresa de construção naval. Além disso, outra empresa dele entrou com um pedido de recuperação judicial.

A Eneva, companhia de energia fundada por ele em parceria com uma companhia alemã E.ON, informou num comunicado enviado para a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) sua proposta de redução global de 40% a 65% do valor total da dívida de R$ 2,33 bilhões.

Em março, o Colegiado da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) julgou cinco processos contra executivos do grupo EBX, entre eles o empresário Eike Batista, por crimes contra o mercado financeiro relativos às empresas MPX, LLX, OGX (atual Óleo e Gás) e CCX. Réu em quatro dos cinco processos, Eike foi multado em todos eles. Foram três multas de R$ 300 mil e uma de R$ 500 mil, totalizando R$ 1,4 milhão.

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Mesmo com tudo isso, Eike disse que vai voltar e que recebe, atualmente, cerca de R$ 18,81 milhões por ano (US$ 5 milhões, com a cotação do dólar do ia 19 de novembro) do Mubadala, fundo soberano de Abu Dahbi, do qual é sócio desde 2012.

A volta pode demorar um pouco, já que ele foi condenado pela a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) a ficar cinco anos sem atuar em empresas abertas. Ele não poderá exercer cargo administrativo ou de conselheiro fiscal.

Política

Não bastassem todas essas notícias, Eike ainda teve que lidar com o fato de um delator da Lava Jato indicar que uma de suas empresas estaria envolvida no esquema de propinas na Petrobras. O delator, contudo, disse não ter conhecimento se o empresário sabia do esquema.

Além disso, Eike foi ouvido na CPI do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico) e disse que o banco não teve qualquer prejuízo com os financiamentos ao grupo EBX. Segundo ele, as empresas dele não obtiveram condições diferenciadas nos empréstimos junto ao banco. O empresário afirmou ainda que o BNDES investiu na MPX, sua companhia de energia, por interesse próprio.

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