Em debate, candidatos nanicos dão munição aos principais adversários de Alckmin
Atual governador considerou que foi alvo de ataques indiretos
São Paulo|Ana Ignacio, Érica Saboya e Fernando Mellis, do R7

Se nas pesquisas de intenção de voto os candidatos ao governo de São Paulo Laércio Benko (PHS), Walter Ciglioni (PRTB), Gilberto Maringoni (PSOL) e Gilberto Natalini (PSDB) têm baixos índices, no debate da TV Record, também transmitido pelo R7, desta sexta-feira (26), tiveram papel fundamental. Muitos assuntos levantados pelos considerados nanicos foram usados pelos principais adversários do atual governador, Geraldo Alckmin (PSDB), que disputa a reeleição.
Paulo Skaf (PMDB) conseguiu criticar o modelo de concessão de rodovias da gestão do PSDB após uma pergunta de Maringoni. Ao final, o candidato do PSOL comentou o debate.
— Os momentos em que o debate esquenta são os melhores, porque sai daquela coisa morna e você consegue se diferenciar mais e colocar melhor suas propostas. Seria bom se essa eleição fosse para o segundo turno para os debates se aprofundarem.
Natalini também criticou o governador. Ele questionou o tucano sobre a ausência de medidas para enfrentar a crise de abastecimento de água em São Paulo. Para o candidato do PV, o debate foi de “alto nível”.
— Levantei também a questão ética, que hoje no Brasil é um problema crucial, fazer politica com dignidade, com clareza, com ética. O Brasil precisa de um banho de ética.
Laécio Benko (PHS) falou sobre o escândalo de corrupção envolvendo a compra de trens no Estado. Ele não considerou que Alckmin foi atacado e disse que o governador recebeu “críticas justas”.
— O que acontece é que alguns não têm moral para criticar porque são iguais ou piores, como o PT, que é igual ou o Skaf, que é pior.
O candidato do PRTB, Walter Ciglioni, adotou um tom mais pacificador e disse que gostaria de ter visto menos enfrentamento.
— Acho que tem que ter menos agressão, de um candidato para o outro e se falar mais de propostas. A gente perde muito tempo nas questões partidárias e se esquece da filosofia e do que é realmente importante, que é tratar do cidadão. Faltou um pouco disso.
Alvo de rivais, Alckmin rebate Padilha sobre hospitais e chama Skaf de ‘candidato das taxas’

