Na Luz, Alckmin recebe queixas sobre tratamento para dependentes químicos
Governador visitou o Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas nesta sexta
São Paulo|Fernando Mellis, do R7

Ao visitar o Cratod (Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas) na Luz, na manhã desta sexta-feira (5), o governador de São Paulo e candidato à reeleição, Geraldo Alckmin (PSDB), ouviu reclamações de dependentes químicos. Ele também aproveitou a ocasião para fazer propostas de campanha, como aumentar as vagas para o tratamento de usuários de drogas.
Enquanto o governador caminhava pelo prédio, foi abordado por três homens que buscam tratamento contra o crack. Um deles, Sebastião Alves, elogiou o programa, mas disse que precisava pedir uma ajuda. Eles chegaram a ir para uma clínica, mas era o local errado e tiveram que retornar ao Cratod durante a madrugada.
— Chegando aqui, a gente não foi atendido. Tentamos conversar com a assistente social, ela simplesmente ignorou a gente.
Funcionários e a diretora do Cratod interromperam a conversa e disseram ao governador que resolveriam a situação. Pouco tempo depois, do lado de fora do prédio, Leonardo Marques segurava algumas anotações em um papel e se aproximou do governador para se queixar.
— Os profissionais precisam fazer coisas que não é da alçada deles. Os seguranças estão tendo que servir alimento para a gente. É preciso que isso aqui seja reavaliado para que volte a funcionar como era no início. Não só porque é ano de eleição e ele [Alckmin] vem até aqui e apresenta de novo, como se estivesse as mil maravilhas.
Alckmin nem ouviu tudo o que o rapaz tinha a dizer, despediu-se e entrou no carro. A diretora do Cratod tentava fazer com que Marques, que faz tratamento na unidade, parasse de falar com os jornalistas.
Antes disso, o governador falou sobre a importância do programa Recomeço, voltado a dependentes químicos, e prometeu, caso reeleito, aumentar o número de vagas em todo o Estado.
— Dar oportunidade a todas as famílias que precisam ter tratamento gratuito e com qualidade, através da ampliação dos leitos. Nós temos hoje 3.000 leitos, entre hospitais e comunidades terapêuticas. A nossa meta é, em quatro anos, ir para 5.000 leitos e cobrindo todo o Estado de São Paulo. É a maior rede do País de atendimento de dependentes químicos.

