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Para Skaf, construir novos presídios é "única" alternativa para superlotação de cadeias

A longo prazo, candidato diz ser necessário investimento em educação no Estado

São Paulo|Ana Ignacio, do R7

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Skaf visitou o Mercadão nesta tarde com deputados apoiadores
Skaf visitou o Mercadão nesta tarde com deputados apoiadores

O candidato do PMDB ao governo de São Paulo, Paulo Skaf, realizou visita ao Instituto Biológico, na zona sul, e ao Mercado Municipal, na região central da capital nesta quinta-feira (11). Durante a agenda, o empresário falou sobre o problema de superlotação dos presídios do Estado. Nesta semana, o R7 publicou um levantamento que mostra a situação de Centros de Detenção Provisória e revela um déficit de quase 90 mil vagas no sistema carcerário.

— Essa é uma realidade, um grande problema que tem em São Paulo. Nós temos 200 mil presos e presídios para cerca de 120 mil vagas. Ou seja, faltam presídios para 80 mil presos. Tem nove presídios em construção. Dá uma média de mil presos, mais 9 mil [vagas]. Ainda continua um problema para 70 mil presos. No curto prazo você precisa construir presídios usando recursos privados, como PPPs [Parceria Pública Privada]. É a única solução porque não há possibilidade, há uma superlotação.


Ainda de acordo com o candidato, a longo prazo a solução é focar na educação.

— Mas no médio e longo prazo vou construir escolas de qualidade, vou transformar a educação do estado de São Paulo em uma educação de qualidade para que a gente possa, daqui 10, 15 anos fechar os presídios, ter esses prédios disponíveis como acontece em muitos países desenvolvidos no mundo em que as escolas tomaram o lugar dos presídios.


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Durante a visita ao Mercadão, Skaf conversou com comerciantes e consumidores. Acompanhado de políticos que apoiam sua campanha como o candidato a deputado Federal de São Paulo pelo PDT Major Olímpio, parou para comer o tradicional sanduíche de mortadela.

No Instituto Biológico, Skaf conversou com o diretor Antonio Batista Filho, visitou algumas dependências do prédio e destacou a importância das pesquisas para o desenvolvimento de áreas de agricultura e agronegócio. 


— É muito importante a pesquisa. A pesquisa atende as pessoas. Barateia para o consumidor, você fica mais competitivo para exportar e isso é muito importante para cidades pequenas. Cidades pequenas dependem muito da agricultura. Por isso eu vou, como governador, estimular muito a pesquisa porque isso vai beneficiar todos os consumidores.

Pesquisas

No Mercadão, Skaf comentou os recentes resultados das pesquisas de intenção de voto. No levantamento do Ibope, divulgado na terça-feira (9) ele caiu de 23% para 18% e no Datafolha, publicado na quarta-feira (10), ele se manteve com 22% da preferência. 

— Analiso que a última pesquisa é o que vale. Não adianta nós pegarmos a séria de pesquisas. Na última, nós nem subimos nem descemos. Quem desceu foi Geraldo Alckmin. Sinto que nós sem dúvida teremos segundo turno em São Paulo.

Questionado sobre o crescimento de sua rejeição que, segundo o Datafolha, passou de 20% para 25%, o candidato desconversou e minimizou o dado.

— Não cresceu nada. A pouca rejeição que eu tenho é por desconhecimento. São pessoas que não me conhecem. Não há rejeição de pessoas que me conhecem. O governador, que é conhecido por todos, aí sim a rejeição é rejeição mesmo. No meu caso é desconhecimento.

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