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Eleições 2016

Em 1º debate no Rio, candidatos trocam acusações tendo Olimpíadas e julgamento de Dilma como pano de fundo

Flávio Bolsonaro passou mal e teve de ser carregado do palco

Rio de Janeiro|Do R7

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Sete candidatos se enfrentaram no primeiro debate à Prefeitura do Rio de Janeiro
Sete candidatos se enfrentaram no primeiro debate à Prefeitura do Rio de Janeiro

Gastos públicos nos Jogos Olímpicos, acusações de traição política e o processo de impeachment da presidente Dilma Roussef levaram candidatos à Prefeitura do Rio de Janeiro a trocarem acusações no primeiro debate eleitoral (realizado pela TV Bandeirantes), do qual participaram sete dos 11 postulantes na noite de quinta-feira (25). O enfrentamento se deu até mesmo quando Flávio Bolsonaro (PSC) passou mal com pressão baixa e teve de deixar o palco carregado.

Sem a presença de Marcelo Freixo (PSOL) — que realizou um ato-debate na Cinelândia na mesma noite —, candidatos questionaram os gastos na Rio 2016 e acusaram a atual gestão municipal de deixar de investir na saúde e educação, enquanto Pedro Paulo (PMDB) falou em transformação da cidade e equilíbrio das finanças. O candidato à sucessão de Eduardo Paes (PMDB) — o prefeito foi acusado de focar em seu futuro político às custas do sucesso dos Jogos — foi o principal alvo das críticas.


Ao lembrar a fase final do processo de impedimento de Dilma, Jandira Feghali (PCdoB) falou em "golpe institucional" e recebeu vaias da plateia. Ela questionou Pedro Paulo sobre por que votou pelo prosseguimento do processo de impeachment de Dilma, tendo em vista o apoio do governo federal sob o PT aos Jogos. Sem citar o nome de Dilma ou do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o peemedebista reconheceu "o apoio do governo federal" e justificou ter votado pelo prosseguimento do impedimento por não acreditar mais que Dilma tivesse condições políticas e econômicas de seguir à frente do País.

Na réplica, a candidato do PCdoB subiu o tom e disse que Pedro Paulo "traiu uma mulher presidenta e o voto popular", acrescentando não confiar em quem "bate em mulher". O candidato do PMDB classificou a acusação como "muito triste", lembrou que o STF (Supremo Tribunal Federal) arquivou processo que apurava agressões à sua ex-mulher e ainda alfinetou Feghali ao dizer que ela é acusada de receber propina. Em direito de resposta, a candidata afirmou que sua declaração de renda é sua ficha limpa.


Para Alessandro Molon (Rede), o "paraíso das Olimpíadas" já passou e, agora, a cidade enfrentará a realidade. Ele rebateu fala de Pedro Paulo sobre ausência de corrupção nas obras dos Jogos, ao lembrar acusações contra o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB) em obra do Porto Maravilha.

O embate Uber x táxi, críticas ao modelo de transporte público e investimentos na saúde e educação foram temas recorrentes. Pedro Paulo questionou Marcelo Crivela (PRB) sobre seus planos para a educação e ouviu críticas quanto à condução da área por Paes. Crivela reconheceu que o primeiro governo de Paes teve êxito na educação, mas que agora o município estagnou no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), o salário dos prefessores precisa melhorar e faltam recursos para custeio e manutenção das escolas. O candidato do PRB também acusou a atual prefeitura de deixar de investir na saúde para fazer obras olímpicas.


Pedro Paulo afirmou que, se eleito, quer que todas as crianças da rede municipal passem a estudar em horário integral. Já a meta de Crivela é de que 50% das crianças estudem em período integral. Segundo ele, a meta não é "tímida, mas real".

Os postulantes também criticaram a falta de transparência na área de transporte público, sobretudo na gestão dos ônibus municipais. Índio da Costa (DEM) disse que, se eleito, "quem vai mandar no transporte público é o usuário, não os empresários de ônibus".


Ao falar sobre transporte, Carlos Osório (PSDB) também alfinetou o governo petista ao dizer que o município não quer "repetir o que se passou em nível federal, quando Dilma enganou o Brasil inteiro". Ele defendeu a transparência no cálculo das tarifas e afirmou que o itinerário dos ônibus é definido por empresários. Osório também disse que o metrô e os trens podem expandir com o apoio da prefeitura.

Molon defendeu a necessidade de transparência e participação da população nas decisões referentes ao transporte público. Ele criticou a chamada racionalização das linhas de ônibus ao dizer que a população não foi ouvida. Osório prometeu que, se eleito, a racionalização das linhas será suspensa e a população instada a participar.

Ainda sobre transportes, Bolsonaro defendeu a integração dos modais e, como alternativa, afirmou que o transporte alternativo pode alimentar as principais vias.

Índio disse que vai regulamentar o serviço de transporte do aplicativo Uber e simplificar a vida do taxista, para que a categoria opere em igualdade de condição. Bolsonaro também afirmou que vai regulamentar o Uber e "desburocratizar" o trabalho dos taxistas.

Na área da segurança, os candidatos concordaram que podem agir para auxiliar o governo do Estado na tarefa. Questionado por Crivela, Bolsonaro defendeu que a GM (Guarda Municipal) seja treinada para fazer segurança preventiva e que esses agentes têm capacidade para usar arma de fogo. Já o candidato do PRB defendeu que a GM pode agir com vigor contra pequenos delitos e não apenas na fiscalização de ambulantes e multas de trânsito.

Sobre projetos de habitação, Crivela questionou o que foi feito no Morro da Providência, comunidade que fica na região do Porto Maravilha. Ele defendeu projeto de sua autoria, o Cimento Social, cujo objetivo é ajudar a população na construção de suas casas. Tanto Crivela quanto Molon criticaram diretriz da atual prefeitura de expandir a cidade. O candidato da Rede disse que sua prioridade é incentivar a construção de moradias perto de onde há emprego, como a região central da capital.

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