Rio de Janeiro Freixo fala em “dosagem segura” para usuários de crack

Freixo fala em “dosagem segura” para usuários de crack

Para o psolista, consumo de drogas deve ser regulamentado em legislação específica

"Perseguição a usuários e traficantes não reduziu o consumo", diz

"Perseguição a usuários e traficantes não reduziu o consumo", diz

Arquivo / R7

O candidato à Prefeitura do Rio de Janeiro pelo PSOL, Marcelo Freixo, defendeu uma orientação a usuários de crack sobre a “dosagem segura” da droga. Em entrevista à Época publicada nesta quarta-feira (26), o candidato falou sobre sua posição em relação ao combate às drogas. Para ele, a questão não deve ser tratada como um problema de segurança.

Questionado sobre a abordagem em relação ao crack, que tem um poder devastador de viciar, Freixo disse que a “orientação sobre a dosagem segura é uma primeira medida que pode preservar a vida de usuários”.

O posicionamento é polêmico, pois muitos especialistas são categóricos ao afirmar que, quando se trata de crack, não existe dosagem segura. O candidato completa a resposta afirmando: “Para obtermos melhores resultados, o tratamento deve ser personalizado em um projeto terapêutico singular e planejado em etapas de curto, médio e longo prazo”.

Além desse posicionamento polêmico, Freixo diz, ainda, na entrevista, que perseguir traficantes e usuários não reduz o consumo de drogas: “A política proibicionista que trata a droga como uma questão de segurança fracassou em todas as partes do mundo. A perseguição aos usuários e traficantes não reduziu o consumo. Além disso, a lógica da “guerra às drogas” alimenta uma dinâmica de violência e corrupção, muito pior que os efeitos nocivos das drogas. A droga deve ser tratada como um problema de saúde pública, não de polícia”, afirma.

Questionado sobre a descriminalização do uso de entorpecentes, Freixo evita um posicionamento direto, mas deixa claro que a legislação sobre o tema deve ser afrouxada: “Sou a favor da regulamentação em lei do consumo de drogas. Assim como se faz com drogas como o álcool e o cigarro, é preciso definir em lei quem pode, onde pode e quando pode consumir uma droga específica. É a melhor maneira de controlar o problema”.

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