Alckmin: problema fiscal do Brasil não será resolvido com modelo argentino de recessão
Candidato à vice-presidência defende ajuste fiscal focado na redução de privilégios, sem prejudicar trabalhadores e classe média
2026|Do Estadão Conteúdo
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O vice-presidente e candidato à reeleição, Geraldo Alckmin (PSB), disse nesta quarta-feira (21) que o problema fiscal no Brasil não pode ser solucionado a partir de medidas de cortes de gastos que afetam os mais pobres. Segundo Alckmin, esse modelo foi adotado recentemente pela Argentina e leva a economia à recessão.
“O que eu vejo, até pela experiência, nós não vamos resolver o problema fiscal com recessão, modelo argentino. Economia entra em recessão, empresa fecha, pessoas perdem o emprego, perdem o poder de compra, aumenta a pobreza, nós temos que fazer crescer a economia”, disse Alckmin a jornalistas em São Paulo.
Segundo Alckmin, o Estado não é um bom “executor”, mas pode ser um bom indutor na economia. Assim, continuou, o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) concomitante a uma redução no ritmo das despesas melhora a relação dívida/PIB.
“Nós vamos fazer ajuste fiscal. Nós vamos fazer em cima de desperdício, privilégio. Mas mantendo os ganhos da população trabalhadora, da classe média”, disse Alckmin, citando medidas como a ampliação da faixa de isenção de Imposto de Renda e a ampliação do teto do MEI.
Em relação à reta final da campanha, Alckmin pontuou que tem visto um movimento importante de mobilização nas ruas e também nas redes sociais. Ele destacou o papel da juventude nas manifestações a favor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e mencionou que um dos focos da campanha segue voltado à redução das abstenções.
“Olha o aposentado: 70% ganha um salário mínimo. Ficaram quatro anos no governo Bolsonaro sem ganho real. Você fazer ajuste fiscal com quem ganha R$ 1.621, às vezes sem casa própria, pessoa idosa. Não, é razoável. A gente tem alertado”, disse Alckmin.
O vice-presidente citou que tem observado o movimento de pessoas acima dos 70 anos, às quais o voto é facultativo, se mobilizando para comparecer às urnas no próximo domingo. “Estamos conversando com as pessoas para que compareçam. E acredito que vai aumentar o comparecimento”, frisou.
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