Aliado de Flávio culpa IA por ‘erros’ em carta e justifica uso de ‘líder’ por razões jurídica e moral
Paulo Figueiredo também chamou as eleições brasileiras de ‘ilegítimas’, mesmo com eleição reconhecida pelas autoridades
2026|Luiza Marinho*, do R7, em Brasília
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Aliado de Flávio Bolsonaro (PL), Paulo Figueiredo definiu como “erros” o uso do brasão que traz Brazil com Z e a autodeclaração de “presidente eleito” e atribuiu a culpa ao uso de inteligência artificial. A justificativa foi postada no X (antigo Twitter) nesta quinta-feira (29), após a repercussão sobre os dois pontos da declaração.
Segundo Figueiredo, a IA provocou a troca de “presidente eleito” por “verdadeiro líder”, expressão definida para constar no texto final por razões “jurídica e moral”.
“A IA acabou incluindo uma versão anterior do texto, em que o Flávio se apresentava como o verdadeiro ‘presidente eleito’. Como vocês devem imaginar, uma carta que expressa uma realidade tão complexa passa por várias versões, com a contribuição intelectual de mais de uma pessoa. A versão final fala em ‘verdadeiro líder’ por duas razões. Primeiro, porque descreve com mais precisão a situação jurídica. Segundo, porque liderança carrega um valor moral, que traduz o sentido desejado pelo Flávio”, disse Figueiredo.
Sobre as diferentes versões da carta do @FlavioBolsonaro publicada ontem: tenho visto teorias da conspiração mirabolantes, algumas até engraçadas. Como a explicação é bem mais banal, achei por bem esclarecer. Primeiro, o brasão antigo. Com as primeiras versões do texto finalizadas, o @BolsonaroSP pediu ao ChatGPT que inserisse o brasão da República. Por que o ChatGPT escolheu um brasão antigo da época em que Brasil se escrevia com Z, eu não sei. Mas nós achamos muito engraçado. O segundo erro foi que, ao gerar o documento, a IA acabou incluindo uma versão anterior do texto, em que o Flávio se apresentava como o verdadeiro "presidente eleito". Como vocês devem imaginar, uma carta que expressa uma realidade tão complexa passa por várias versões, com a contribuição intelectual de mais de uma pessoa. A versão final fala em "verdadeiro líder" por duas razões. Primeiro, porque descreve com mais precisão a situação jurídica. Segundo, porque liderança carrega um valor MORAL, que traduz o sentido desejado pelo Flávio. A liderança não se exerce com a caneta, e sim com o exemplo. E traz consigo um recado muito claro, inclusive a eventuais usurpadores: a liderança do movimento continuará sendo exercida. Quando me mandaram a versão tida como final, perguntei se podia distribuir para a imprensa e me deram o ok. Assim o fiz e publiquei no meu X. Pouco depois percebemos os equívocos e corrigimos: primeiro o brasão, depois o texto. Para evitar conflito de versões, deixamos inclusive que o próprio Flávio tuitasse a versão corrigida. Nada demais. No fim, o essencial está expresso com precisão pelo Flávio: estas eleições foram ilegítimas, ele não reconhece o resultado e continuará lutando para restaurar a democracia no Brasil. O resto é fetiche da imprensa.
— Paulo Figueiredo (8) (@pfigueiredo08) October 29, 2026
Eleições
Além de comentar sobre a correção da carta, Paulo Figueiredo afirmou que o resultado das eleições brasileiras é “ilegítimo”.
“No fim, o essencial está expresso com precisão pelo Flávio: estas eleições foram ilegítimas, ele não reconhece o resultado e continuará lutando para restaurar a democracia no Brasil. O resto é fetiche da imprensa”, disse.
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No entanto, o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques, reforçou nesta quarta (28) a segurança das eleições de 2026 e afirmou que o pleito transcorreu dentro da normalidade.
“Mesmo diante da instabilidade na reta final de votação, graças às medidas adotadas e à competência dos técnicos do Tribunal, foi possível avançar com a apuração e entregar um pleito com segurança”, afirmou o ministro em nota.
EUA
A versão apresentada por Figueiredo refuta a informação de que o governo americano teria mandado Flávio retirar a expressão “presidente eleito” da carta para evitar uma crise com o Brasil.
Segundo o aliado, o comando para inserção do brasão foi dado e a IA apresentou o símbolo com a denominação antiga. Desde a Constituição de 1967 usa-se “República Federativa do Brasil”.
“O ChatGPT escolheu um brasão antigo da época em que Brasil se escrevia com Z, eu não sei. Mas nós achamos muito engraçado”, escreveu Figueiredo.
Flávio se encontra desde ontem (28) em Miami, na Flórida, com a esposa e as duas filhas.
*Estagiária sob supervisão de Bruna Lima, editora-chefe
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