Atuação do Brasil nos EUA é alvo de críticas no Itamaraty após saída de Flávio Bolsonaro do país
Fontes avaliam que governo Lula deveria reagir com mais firmeza na imprensa americana e temem novas sanções contra Moraes
2026|Do R7
A atuação do governo brasileiro nos Estados Unidos diante dos acontecimentos envolvendo Flávio Bolsonaro, que chegou em solo norte-americano nesta quarta-feira (28), tem provocado críticas nos bastidores de Brasília. A avaliação de uma fonte ligada ao Ministério das Relações Exteriores ouvida pela reportagem é de que o Palácio do Planalto e a diplomacia brasileira deveriam adotar uma postura mais ativa para apresentar a versão do Brasil à opinião pública americana.
As críticas se concentram especialmente na atuação da Embaixada do Brasil em Washington. Na avaliação da fonte, a representação diplomática deveria assumir maior protagonismo na comunicação com a imprensa dos Estados Unidos, principalmente diante das repercussões políticas e jurídicas envolvendo Flávio.
Entre as medidas defendidas, está uma manifestação pública do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, aos principais veículos de comunicação americanos. Outra possibilidade seria a publicação de um artigo assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um jornal de grande circulação nos Estados Unidos.
A avaliação é de que o governo brasileiro precisa disputar espaço no debate público internacional, apresentando sua interpretação dos acontecimentos e esclarecendo questões relacionadas à situação de Flávio, deixando claro que a apreensão dos passaportes e medidas adotadas judicialmente contra o candidato derrotado nas urnas não se tratam de perseguição política, mas investigação criminal.
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Possibilidade de novas sanções contra Moraes
A preocupação também se estende ao STF (Supremo Tribunal Federal). Uma outra fonte ouvida pela reportagem acredita que o ministro Alexandre de Moraes poderá ser alvo de novas medidas de retaliação por parte dos Estados Unidos.
Segundo essa avaliação, eventuais medidas poderiam seguir mecanismos semelhantes aos previstos na Lei Magnitsky, utilizada pelo governo americano para aplicar sanções a estrangeiros em determinadas circunstâncias.
A possibilidade, entretanto, é tratada como uma avaliação de bastidores. Não há confirmação de uma nova decisão do governo americano contra o magistrado.
O episódio amplia as discussões sobre a estratégia diplomática brasileira e a necessidade de uma atuação mais ativa do governo Lula no debate político internacional diante de grandes crises como essa.
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