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Brasil registra 736 crimes eleitorais até 18h, aponta Ministério da Justiça

Boca de urna lidera as ocorrências; RS é o estado com maior número de registros

2026|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Brasil registrou 736 crimes eleitorais até as 18h do primeiro turno das eleições de 2026, segundo o Ministério da Justiça.
  • A boca de urna foi a ocorrência mais frequente, com 243 registros, seguida por propaganda eleitoral irregular e compra de votos.
  • O Rio Grande do Sul lidera o ranking estadual de ocorrências, com 87 casos, seguido por Minas Gerais e Paraná.
  • A operação de segurança mobilizou 321.040 agentes em todo o país, com a maioria das forças estaduais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Crimes de boca lideram entre as infrações no primeiro turno das eleições REUTERS/Alexandre Meneghini

O Brasil registrou 736 crimes eleitorais até as 18h deste domingo (4), primeiro turno das eleições de 2026, segundo boletim do Ministério da Justiça e Segurança Pública divulgado após o fechamento das urnas. Os dados ainda são parciais e podem ser atualizados pela pasta.

O número representa 258 crimes a mais do que o registrado às 16h, quando o ministério contabilizava 478 casos. Somados crimes comuns, incidentes e outros registros em locais de votação, o total de ocorrências passou de 527 para 793 no mesmo intervalo.

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Boca de urna

A boca de urna passou a ser a ocorrência mais frequente do dia, com 243 registros, o equivalente a 30,6% do total. Até o boletim anterior, a liderança era da propaganda eleitoral irregular, que agora aparece em segundo lugar, com 239 casos (30,1%).

A compra de votos segue em terceiro, com 94 ocorrências (11,9%). Às 16h, eram 74 registros desse tipo.

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Região Sul

O Nordeste continua sendo a região com mais ocorrências, com 258 casos (32,5%). O maior avanço nas últimas horas, porém, foi do Sul, que saltou de 111 para 204 registros e agora responde por 25,7% do total. O Sudeste soma 162 casos, o Norte tem 95 e o Centro-Oeste, 74.

O crescimento levou o Rio Grande do Sul ao topo do ranking estadual, com 87 ocorrências, à frente de Minas Gerais, que tem 83. O Paraná triplicou o número de registros em duas horas, de 24 para 72, e ocupa o terceiro lugar. Pernambuco (50), Bahia (45) e Santa Catarina (45) vêm em seguida. São Paulo, maior colégio eleitoral do país, tem 26 casos.

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Violação do sigilo do voto

Os casos de violação ou tentativa de violação do sigilo do voto passaram de 10 para 23. A legislação eleitoral proíbe o eleitor de entrar na cabine com celular, câmera ou qualquer equipamento capaz de registrar o voto.

Um desses episódios foi registrado em Cardoso Moreira, no norte fluminense, em que um fiscal de partido foi preso depois de filmar o próprio voto.

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Violências nos locais de votação

Os crimes comuns registrados em seções eleitorais e locais de apuração também dobraram, de 5 para 10. Entre eles estão 4 casos de vias de fato, 2 de lesão corporal e 2 de porte ilegal de arma de fogo dentro dos locais, além de um dano e um furto.

O boletim aponta ainda 2 casos de porte ilegal de arma fora dos locais de votação e 6 de uso de violência ou grave ameaça para obter voto ou abstenção.

Violência política

Entre os registros menos frequentes, o ministério contabiliza 2 ocorrências em que equipamentos de votação foram danificados de propósito, em episódios que também envolveram desordem nas seções. O painel não informa em que cidades os casos aconteceram.

O levantamento inclui também um caso de violência política de gênero, 3 de fornecimento ilegal de alimentação a eleitores, 2 greves com interferência no pleito e uma morte em acidente de trânsito no entorno de um local de votação.

Caruaru no topo

Caruaru, no Agreste de Pernambuco, continua sendo o município com mais ocorrências, com 10 registros. Manaus entrou no segundo lugar, empatada com Blumenau (SC) e Vitória do Xingu (PA), com 8 casos cada.

Colombo, na região metropolitana de Curitiba, e Porto Alegre aparecem logo depois, com 6 registros cada.

Operação de segurança

A operação de segurança do primeiro turno mobilizou 321.040 agentes em todo o país, a maioria das forças estaduais (305.043). A Polícia Federal participou com 6.565 profissionais, a Polícia Rodoviária Federal com 2.726 e a Força Nacional com 142.

As equipes contaram com 34.374 viaturas, 239 embarcações e 121 aeronaves.

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