Caiado mantém convite a Gakiya e diz que ainda pretende levar promotor ao ministério
Promotor só poderá assumir a pasta depois que se aposentar do Ministério Público de São Paulo
2026|Paulo Henrique dos Santos, da RECORD
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O candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, afirmou nesta quarta-feira (12) que ainda acredita na possibilidade de o promotor de Justiça do MP-SP (Ministério Público de São Paulo), Lincoln Gakiya, assumir o Ministério da Segurança Pública, caso seja eleito. A declaração foi feita durante eventos com empresários paulistas, em São Paulo.
Gakiya havia sinalizado inicialmente que não poderia aceitar o convite feito por Caiado. O candidato, no entanto, afirmou que pretende manter a proposta e disse acreditar que poderá convencê-lo a integrar o governo a partir de janeiro de 2027.
“Eu reafirmo o convite. O que ele deixou claro é que, até o mês de novembro, ele não pode tomar nenhuma decisão por estar à frente do cargo como promotor. Mas ele se aposenta no final de novembro. Como eu vou tomar posse no dia cinco de janeiro, ele já estará em condições de poder assumir o cargo no Ministério da Segurança”, afirmou Caiado.
Segundo o candidato, a eventual escolha de Gakiya dependerá, depois da aposentadoria do promotor, de sua capacidade de convencê-lo a aceitar o posto. “A partir daí é o meu poder de convencimento, que eu acredito que serei convincente para que ele realmente assuma o Ministério da Segurança Pública no país a partir de cinco de janeiro”, disse.
Proposta de Caiado é focada em segurança pública
A segurança pública tem sido apresentada por Caiado como uma das principais bandeiras de sua campanha presidencial. O candidato voltou a afirmar que o enfrentamento às organizações criminosas será uma prioridade de um eventual governo e argumentou que a violência e a criminalidade estão entre as principais preocupações da população brasileira.
Ao defender a necessidade de uma atuação mais firme do Estado, Caiado citou o avanço da influência de facções criminosas sobre comunidades e a suposta cobrança de valores para permitir a entrada de políticos em áreas dominadas por organizações criminosas.
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“A população brasileira passa a ser sequestrada e tendo que cumprir ordens dessas facções. As pessoas hoje têm que pagar pedágio. Para você entrar numa área da facção, se você for um vereador eleito, você tem que pagar R$ 60 mil. Se você for um vereador que é candidato, você tem que pagar R$ 30 mil para entrar no bairro”, declarou.
Caiado também fez uma comparação entre a violência em determinadas regiões brasileiras e situações de conflito internacional. “Este é o Brasil em que se vive. ”Onde é que está o Estado brasileiro?”, questionou.
Na sequência, afirmou que determinadas áreas do país seriam mais perigosas do que zonas de guerra. “É mais perigoso você entrar no Morro do Borel, em Salvador, e Paraisópolis, do que você entrar na Guerra da Ucrânia? Em Salvador, é cinco vezes mais perigoso você viver em Salvador do que estar na Ucrânia. Essa é a realidade brasileira”, disse.
Caiado cita escolhas para outros Ministérios
O candidato também revelou outros nomes com quem já conversou sobre o plano de governo. O primeiro deles é o embaixador Roberto Azevêdo, que atuou como diretor-geral da OMC (Organização Mundial do Comércio) entre 2013 e 2020. Caiado o convidou para ser ministro das Relações Exteriores em um possível mandato.
O segundo é o economista e ex-presidente do Banco Central do Brasil, Armínio Fraga, que foi convidado para ser ministro da Fazenda, caso Caiado seja eleito. “Eu posso te dizer que a pessoa com quem eu mais converso, que mais me orienta hoje, é o Armínio Fraga”, disse o candidato do PSD.
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