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Cercados de influenciadores, candidatos evitam debate e repetem suas propostas

Ausência de Lula e Bolsonaro marca a dinâmica do evento promovido pelo Flow Podcast

2026|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O debate do Flow Podcast contou com a ausência dos principais candidatos, Lula e Flávio Bolsonaro, impactando a dinâmica do encontro.
  • Os candidatos presentes focaram na apresentação de propostas, com destaque para temas como segurança pública e questões relacionadas às mulheres.
  • Augusto Cury defendeu a integração das forças policiais e a valorização salarial dos agentes, enquanto Caiado questionou sua capacidade de liderar na área de segurança.
  • Questões sobre o Supremo Tribunal Federal foram abordadas, com Caiado e Zema criticando e propondo mudanças na indicação de ministros.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Debate Flow Reprodução/Youtube/@Flow

A ausência dos dois principais nomes da disputa presidencial acabou se tornando um dos temas centrais do debate promovido pelo Flow Podcast nesta segunda-feira (21). Sem Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), os candidatos presentes tiveram espaço para apresentar propostas, mas pouco avançaram em um confronto efetivo de ideias.

O debate aconteceu um dia antes dos discursos dos presidentes na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, para onde Lula viajou no último domingo (20). Mesmo assim, o apresentador fez questão de criticar o candidato e deixou a cadeira vazia no estúdio.

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O mesmo princípio foi adotado com relação a Flávio Bolsonaro, que está em agenda no Rio Grande do Norte, de onde viaja diretamente para o Maranhão, na última passagem do senador pelo Nordeste antes do primeiro turno das eleições, no dia 4.

Influenciadores formularam perguntas

A transmissão reuniu influenciadores de diferentes áreas para formularem perguntas aos candidatos. Participaram da sabatina nomes como a influenciadora Martina Oliveira, que faz conteúdo adulto, o professor de língua portuguesa Noslen Borges, a bióloga Mari Kruger e o militar da reserva Robinson Farinazzo.

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O esvaziamento provocado pelas ausências acabou afetando a dinâmica do encontro. Sem os principais adversários da corrida eleitoral, os candidatos presentes tiveram menos oportunidades de confronto direto e concentraram suas participações na apresentação de propostas.

Segurança pública domina discussão

A segurança pública foi um dos temas mais recorrentes da noite. Augusto Cury (Avante) defendeu a integração das forças policiais por meio de tecnologia e inteligência artificial, além da valorização salarial dos agentes. O candidato também afirmou que, caso seja eleito, convidaria Caiado para ocupar o Ministério da Segurança Pública.

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Já Caiado destacou sua experiência no combate ao crime organizado e questionou a capacidade de Cury para liderar ações na área, dizendo que ele nunca enfrentou o crime e por isso, não estaria preparado.

Caiado também argumentou que políticas de segurança dependem da postura do presidente da República e de sua capacidade de transmitir confiança à população.

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Mulheres e violência de gênero

As questões relacionadas às mulheres apareceram principalmente nas falas de Zema e Cury. O ex governador mineiro criticou o que classificou como excesso de discurso e poucas ações concretas voltadas às mulheres. “O que acontece é termos muito discurso por mulheres e poucas ações”, afirmou.

Zema defendeu a ampliação de oportunidades femininas e disse ser contrário a políticas de cotas. Também prometeu indicar mulheres para o Supremo Tribunal Federal (STF), argumentando que “as mulheres são muito mais honestas que os homens”.

Cury, por sua vez, afirmou que pretende ampliar o número de Delegacias da Mulher no país e citou dados segundo os quais mulheres pagariam juros maiores do que homens em operações financeiras.

Supremo vira alvo

As críticas ao Supremo Tribunal Federal também ganharam espaço no debate, especialmente nas falas de Caiado e Zema.

O governador de Goiás afirmou que indicaria quatro mulheres para a Corte e defendeu que o Senado exerça de forma mais ativa sua prerrogativa de julgar ministros do STF.

Segundo ele, ministros podem ser responsabilizados por condutas incompatíveis com o cargo.

“A regra para se julgar um ministro do Supremo é a falta de decoro, do ponto de vista ético e moral. Ele não pode usar o Supremo para praticar ilícitos e crimes e querer continuar no Supremo”, declarou.

Zema apresentou uma proposta diferente. O candidato afirmou que abriria mão de escolher pessoalmente ministros da Corte, defendendo um modelo alternativo de seleção. Caiado rebateu a ideia e disse que analisaria individualmente cada indicado.

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