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Crise no STF e combate a facções dominam debate esvaziado, sem Lula, Flávio e Renan

Augusto Cury, Ronaldo Caiado e Romeu Zema participam de debate em São Paulo, discutem pautas e atacam candidatos ausentes

2026|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Debate eleitoral em São Paulo contou com a participação de Ronaldo Caiado, Augusto Cury e Romeu Zema, discutindo temas como crise no Judiciário, economia e segurança pública.
  • Os candidatos criticaram a ausência de Lula, Flávio Bolsonaro e Renan Santos, e questionaram a atuação do STF e o escândalo do Banco Master.
  • Propostas de reforma do Judiciário foram apresentadas, incluindo idade mínima e mandatos limitados para ministros do STF.
  • Discussões também abordaram economia, políticas sociais, segurança pública e a permanência do Brasil nos Brics.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Augusto Cury, durante debate no Flow Montagem com reprodução do Flow no YouTube

Os candidatos à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo) participaram do debate eleitoral promovido pelo Flow Podcast nesta segunda-feira (21), realizado no Teatro Baccarelli, em São Paulo (SP).

Os participantes discutiram temas como a crise no Poder Judiciário, economia, educação, saúde e segurança pública, além de dirigirem críticas conjuntas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao senador Flávio Bolsonaro (PL), ambos ausentes. Renan Santos (Missão) também não compareceu.

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“Não é só no Supremo que estão com medo. Lula e Flávio também estão”, afirmou Caiado em diálogo com o ex-governador de Minas Gerais no início do debate.

É a quarta vez que o presidente e o senador, líderes nas pesquisas de intenção de votos, recusam convites para participar de compromissos dessa natureza com os demais debatedores.

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Assim como em outros encontros, os presidenciáveis focaram grande parte das discussões nos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), no escândalo do Banco Master e em propostas de reforma do Judiciário.

Caiado defendeu idade mínima de 60 anos para ministros da Suprema Corte, com mandatos de 12 anos, além do cumprimento de quarentena ao término do exercício. Romeu Zema, ao formular a pergunta, já havia falado em “colocar para fora” os ministros do STF, em alusão a julgamentos do processo de impeachment no Judiciário pela próxima legislatura do Senado.

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O ex-governador de Goiás ainda falou que a regra para julgar os ministros do Supremo deve observar a falta de decoro na proteção à Constituição Federal. “O ministro não pode usar a Corte como escudo para praticar ilícitos e não ser atingido como qualquer outro cidadão.”

Críticas a Lula e Flávio

Caiado criticou o governo de Jair Bolsonaro, antes de citar as investigações do caso “Dark Horse”, envolvendo Flávio e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Também dirigiu críticas a Lula durante a mesma fala. “Nós estamos no Brasil em que o presidente e um senador estão sendo analisados pelo Supremo”.

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A relação de Flávio e Vorcaro veio a público após o vazamento de áudio em que o filho mais velho de Jair Bolsonaro pede R$ 134 milhões ao ex-banqueiro para a produção do filme “Dark Horse”, que narra a trajetória do ex-presidente, preso por tentativa de golpe de Estado.

O escritor Augusto Cury foi outro que criticou Flávio Bolsonaro e pediu investigações contra o senador. “Não explicou até agora o caso ‘Dark Horse’. E como pode falar do Bolsa Família se dependeu sempre de salários do serviço público?”

Sobre o Banco Master, Zema disse que o escândalo nasceu com Rui Costa (PT), governador da Bahia entre 2015 e 2022, ao tentar vincular o caso ao Partido dos Trabalhadores. O candidato do Novo também acusou o presidente da República de mentir quando afirma que Vorcaro e Master são de responsabilidade de nomes ligados à direita do espectro.

Segurança pública, economia e educação

Em pergunta de Caiado sobre segurança pública, Cury defendeu a integração das polícias civil e militar no País. Também falou em valorizar o salário dos agentes de segurança e em levar novas tecnologias para os aparatos policiais. Em tréplica ao candidato do PSD, o escritor voltou a convidá-lo para integrar um eventual Ministério da Segurança, caso seja eleito presidente do Brasil.

Em outro momento, Cury questionou os números de crimes contra mulheres em Goiás: “Por que houve aumento de 100% no feminicídio no seu estado?” Ao que Caiado replicou: “Essa estatística não existe”. O ex-governador goiano aproveitou a oportunidade para criticar a falta de experiência do escritor. “Você nunca enfrentou o crime e não tem coragem para isso, porque sua família vai ficar aterrorizada. Seus filhos e sua esposa vão pedir para mudar do Brasil.”

Sobre economia, o escritor criticou o governo Lula e acusou o presidente de não ter responsabilidade fiscal, além de atribuir os juros altos do país às políticas do atual mandatário. Já Caiado falou em controlar gastos e cortar incentivos fiscais, citando a gestão à frente do Executivo goiano. “Já fiz reforma administrativa e chegamos a um estado em que o equilíbrio fiscal não briga com programas sociais.”

Ao tratar de educação, Romeu Zema citou as parcerias público-privadas que promoveu durante seu governo e defendeu replicá-las no âmbito federal, caso chegue ao Palácio do Planalto.

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Política externa

Perguntado sobre a política externa do país e a ida de brasileiros para combater na guerra da Ucrânia, Romeu Zema desviou do tema e falou sobre o combate ao crime organizado. “A ameaça à soberania do Brasil são as facções e não outro país. Se não combater os bandidos que nascem aqui, não vai dar conta de combater outros países do mundo.”

Na réplica, o escritor Augusto Cury se disse contrário à ida de soldados brasileiros, como mercenários, para lutar na Ucrânia. “Nós temos que proteger nossos jovens e dar musculatura para as Forças Armadas e para a Polícia Federal.”

Políticas sociais

Sobre políticas sociais, Ronaldo Caiado e Romeu Zema defenderam acesso facilitado a exames de DNA para mulheres que sofrem com o abandono de seus companheiros.

Brics

Zema questionou Caiado sobre a permanência do Brasil nos Brics. O ex-governador de Goiás se disse favorável à permanência do país, mas demonstrou desconhecer a composição do grupo ao afirmar que o Irã não faz parte do bloco. Na réplica, Romeu Zema afirmou que os Brics são “um clube ideológico” e criticou a presença do Irã no grupo. “O Brasil precisa andar com gente civilizada e não com povos que ainda estão na barbárie e não têm exemplo para nos dar.”

Relembre os debates sem Lula e Flávio

Desde o início da campanha, o presidente Lula indicou que não iria aos debates de primeiro turno. O filho mais velho de Jair Bolsonaro (PL) também sinalizou a ausência nos compromissos, caso Lula não comparecesse.

Em 23 de agosto, a dupla que lidera os levantamentos de intenção de voto se negou a participar do compromisso organizado pela Band e pelo Estadão. Zema também não compareceu na ocasião.

Em seguida, o SBT cancelou o encontro que promoveria, em parceria com a CNN e a RedeTV! e outros veículos, em 14 de setembro, depois de o presidente e o senador cancelarem suas presenças.

Na última sexta-feira, 18, o portal Metrópoles realizou um debate em parceria com o podcast Inteligência Ltda, no qual só estiveram presentes Augusto Cury, Romeu Zema e Samara Martins (UP).

Ao menos outros dois encontros de presidenciáveis estão marcados para as próximas semanas, organizados por emissoras de televisão antes do primeiro turno das eleições: o da Record, em 27 de setembro, e o da Globo, em 1º de outubro - o último antes da realização do pleito.

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