Cury, Renan e Caiado evitam apoio a Lula ou Flávio; Zema acena ao PL
Derrotados somaram 7,58% dos votos válidos, mas nenhum declarou apoio formal; PSD libera diretórios estaduais
2026|Do R7
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Derrotados no primeiro turno, Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) evitaram declarar apoio a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou a Flávio Bolsonaro (PL) após a divulgação dos resultados, no domingo (4).
Romeu Zema (Novo) foi o único a dar sinais de proximidade com o candidato do PL, embora sem anúncio formal.
Juntos, os quatro somaram 7,58% dos votos válidos, fatia decisiva numa disputa em que Lula (45,16%) terminou a pouco mais de 2,2 milhões de votos de Flávio (47,03%).
Cury descarta apoio
Terceiro colocado na disputa, Augusto Cury afirmou que não pretende declarar apoio a nenhum dos candidatos.
“Ninguém está autorizado em meu nome e nem em nome do Júlio [coordenador da campanha] a pedir ou dizer que vai apoiar qualquer um dos candidatos. E eu gostaria de me silenciar em relação a isso”, declarou o médico e psiquiatra durante coletiva realizada na noite de domingo (4).
A posição afasta, em um primeiro momento, a possibilidade de uma negociação formal entre sua campanha e os dois candidatos que seguem na disputa.
Renan diz que Flávio já ganhou
Quarto colocado, Renan Santos também evitou indicar um caminho para seus eleitores. Em transmissão ao vivo no YpuTube, após a divulgação dos resultados, o fundador do MBL afirmou que Flávio Bolsonaro já “estaria eleito” e disse que seus apoiadores têm liberdade para decidir o voto.
“O Flávio Bolsonaro já ganhou. E antes de alguém perguntar em quem eu vou apoiar no segundo turno: faz diferença? Façam o que quiserem”, afirmou.
Renan ainda voltou a criticar os dois candidatos que disputam a Presidência e descartou qualquer engajamento na campanha do segundo turno.
Caiado aguarda definição do PSD
Ronaldo Caiado adotou um tom mais cauteloso. Após a confirmação do segundo turno, o ex-governador afirmou que não tomaria qualquer decisão sem consultar a direção nacional do PSD.
“Vou guardar a minha coerência, mas jamais vou me pronunciar sem antes também estar reunido com o presidente do meu partido, [Gilberto] Kassab”, declarou.
Pouco depois, o PSD informou que dará liberdade para que os diretórios estaduais decidam qual posição adotar na disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro.
Zema sinaliza apoio a Flávio
Entre os candidatos derrotados, Romeu Zema foi quem deu o sinal mais claro sobre seu posicionamento para o segundo turno.
Apesar de não anunciar formalmente apoio ao candidato do PL, o ex-governador de Minas Gerais comemorou o desempenho do Novo e afirmou que a legenda ajudou a fortalecer a direita no país.
Nas redes sociais, Zema publicou uma mensagem que foi interpretada como um recado sobre seu posicionamento na etapa final da campanha: “Seguiremos. SEMPRE contra o PT.”
O futuro dos candidatos derrotados
Além da discussão sobre apoios, os candidatos derrotados também começaram a indicar quais serão seus próximos passos políticos.
Augusto Cury afirmou que pretende deixar a política partidária após a eleição.
“Hoje eu tenho claro dentro de mim,, 100% de convicção, de que eu não vou continuar na política. Amanhã ninguém sabe, mas eu costumo não mudar de opinião quando tenho uma convicção muito grande”, disse.
Renan Santos, por sua vez, deve retornar aos bastidores do movimento político que ajudou a construir. Apesar de ter disputado a Presidência pela primeira vez por seu partido, o fundador do MBL já afirmou em diferentes ocasiões que não pretende concorrer novamente em 2030.
Caiado e Zema ainda não anunciaram seus próximos passos.
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