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Deputada federal eleita Ana Elisa denuncia ameaças durante a campanha

Ela teria recebido mensagens que insinuam morte e violência sexual

2026|Do R7, com Estadão Conteúdo e com Agência Brasil

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A deputada federal eleita Ana Elisa Santos Silva denunciou ameaças de morte e violência sexual recebidas durante a campanha.
  • Mensagens incluem ataques machistas, racistas e ameaças de estupro, além da exposição de dados pessoais.
  • A campanha de Lula, segundo Ana Elisa, deve focar na exposição do histórico político de Flávio Bolsonaro.
  • A deputada destaca a importância de convencer eleitores indecisos e compreender as abstenções para traçar estratégias.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ana Elisa denuncia ameaças de morte e de violência sexual Reprodução / Redes sociais

A deputada federal eleita por Minas Gerais Ana Elisa Santos Silva (PT) de 21 anos, denunciou à Polícia Civil ameaças de morte e violência sexual que recebeu no período da campanha.

Segundo a parlamentar eleita, as mensagens incluem ataques machistas, racistas e ameaças de estupro. Além disso, ela conta que dados pessoais como o endereço residencial, número de telefone e documentos foram expostos. Por esse motivo, o partido contratou segurança armada para protegê-la.

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“Chegando em Minas Gerais, já terei escolta”, disse a jovem de 21 anos.

Ana Elisa já havia divulgado em suas redes sociais prints de um e-mail que recebeu no dia 5 de setembro. Na mensagem, o autor se diz integrante do grupo de extrema-direita e supremacista branco Ku Klux Klan.

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O remetente ressalta ainda que pessoas como ele não toleram mulheres pretas em espaços de poder e descreve como pretende estuprá-la.

A deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG), candidata do partido mais votada para a Câmara dos Deputados nesta eleição, afirmou nesta quinta-feira, 8, que a disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno não deve se concentrar apenas em propostas. Para ela, diante da polarização, a estratégia da campanha petista terá de incluir a exposição do histórico político do adversário.

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Ana Elisa sugere mudança na estratégia de campanha

Ana Elisa disse que o ideal era a realização de uma campanha centrada na comparação entre os programas de governo. Para ela, porém, o atual cenário eleitoral dificulta esse tipo de discussão.

“Eu adoraria que o debate político agora fosse realmente um debate político, debate de proposta, debate do que fez, debate de melhoria para o Estado, economia e tudo mais. Mas, neste momento político em que nós estamos, o debate, infelizmente, vai ter que ser pessoal”, afirmou.

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Na avaliação dela, a campanha de Lula deve usar as redes sociais para apresentar aos eleitores o perfil político de Flávio Bolsonaro. “Não é atacar a pessoa, é mostrar quem é a pessoa”, afirmou. “Se mostrar quem é Flávio Bolsonaro é um ataque à pessoa dele, isso prova o que ele construiu na carreira política”, disse.

Na avaliação da deputada eleita, Lula teria vantagem em uma comparação baseada em propostas e no que já foi realizado pelo governo. “O que de proposta ou de coisa que já fez para o Brasil ou de coisa que fará é óbvio que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está anos à frente disso. Então, agora, o momento é de mostrarmos e, infelizmente, fazermos comparação pessoal”, disse.

Terceira via pode ser decisiva

Segundo Ana Elisa, os eleitores que apoiaram candidatos de terceira via no primeiro turno ainda podem ser decisivos. Ela citou os votos recebidos por Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) como parte desse eleitorado que ainda precisa ser convencido. “Quem votou no Lula já vai votar no Lula no segundo turno. Agora é o momento de convencer quem votou no Flávio Bolsonaro a entender quem é Flávio Bolsonaro”, disse.

“O bolsonarismo não tem mais fôlego para se sustentar por quatro anos sem a Presidência da República. Mas ganhando a Presidência da República neste ano, o bolsonarismo se sustenta por mais de 30 anos”, afirmou.

Ana Elisa afirmou ainda que a campanha precisa entender o perfil dos eleitores que não compareceram às urnas. “A gente precisa entender de onde estão vindo essas abstenções para poder traçar as estratégias”, complementou.

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