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É falso que mesários votaram no lugar de eleitores mortos ou ausentes, diz TSE

Boato foi repetido pelo senador eleito Gustavo Gayer (PL); Justiça diz que identificação e registros da urna impedem a fraude

2026|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O TSE desmentiu a alegação de que mesários votaram no lugar de eleitores ausentes, afirmando que o sistema de identificação impede fraudes.
  • O senador eleito Gustavo Gayer divulgou o boato em um canal de WhatsApp, mas a Justiça Eleitoral já havia refutado essas alegações anteriormente.
  • O processo de votação inclui várias etapas de verificação, como conferência de documentos e biometria, para garantir a segurança do voto.
  • Os títulos de eleitores falecidos são cancelados continuamente, e qualquer irregularidade nos registros de votação é investigada pelo TSE.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Tribunal descarta rumores sobre votos de eleitores ausentes ou falecidos nas eleições Joédson Alves/Agência Brasil

O senador eleito por Goiás Gustavo Gayer (PL) repetiu em um canal de WhatsApp a alegação de que mesários teriam votado no lugar de eleitores que não foram às urnas, sobretudo no Nordeste. A informação é falsa, segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

A Justiça Eleitoral desmente esse boato desde agosto. Em checagem publicada em 14 de outubro, analisou um vídeo de um deputado federal com as mesmas alegações e concluiu que os argumentos são falsos e não comprovam a existência do suposto esquema.

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Gayer, que ainda exerce mandato de deputado federal, gravou o áudio no canal “Tropa do Flávio”, que administra com o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG).

“Recebemos aí várias denúncias de mesários espalhados por todo o Brasil, principalmente na região do Nordeste, que estão votando de pessoas que não foram. Então, pessoas que se ausentaram, se abstiveram, olharam lá, depois parece que tiveram o voto dela computado na zona. Ou seja, há uma denúncia séria de que mesários estão fazendo isso”, disse Gayer.

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No áudio, o senador eleito afirma ainda que os votos teriam sido registrados depois das 17h. Ele termina pedindo que os seguidores se tornem fiscais de urna e indica um site que solicita dados pessoais e uma foto.

Votação depois das 17h

A urna só para de receber votos às 17h, horário de Brasília, quando não há mais ninguém na fila. Nesse horário, os mesários distribuem senhas a quem ainda espera, e o atendimento continua até que a última dessas pessoas vote.

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Segundo a Justiça Eleitoral, o horário em que um voto foi registrado não indica irregularidade.

O caminho até a urna tem várias etapas. O eleitor apresenta um documento oficial com foto, e o mesário localiza o cadastro pelo CPF ou pelo número do título. A tela do terminal mostra a fotografia do eleitor guardada na base da Justiça Eleitoral, o que permite uma conferência visual imediata. Só então vem a biometria.

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Quem não tem digital cadastrada, ou não é reconhecido depois de quatro tentativas, informa o ano de nascimento, que precisa coincidir com o cadastro. Nesse caso, o eleitor assina o caderno de votação, e a urna coleta a digital do mesário que fez a liberação. Essa biometria é comparada com a de todos os mesários registrados na urna, e o sistema guarda qual deles autorizou o voto.

Quando a leitura biométrica do eleitor falha, a última digital apresentada também fica registrada e é enviada ao TSE ao fim da votação. Os dados permitem investigar suspeitas e identificar quem habilitou cada eleitor.

Os mesários não trabalham sozinhos. Qualquer ocorrência fora do padrão vai para a ata da seção.

Fiscalização

Representantes de partidos, federações e coligações podem acompanhar a votação e o encerramento dos trabalhos. Os dois últimos eleitores da fila também são convidados a assistir ao fechamento da urna e recebem uma cópia do boletim de urna.

A Justiça Eleitoral confronta, depois de cada pleito, os registros de comparecimento com as justificativas de ausência. O levantamento está previsto em resolução do TSE e serve para apontar casos que mereçam verificação.

Um voto e uma justificativa no mesmo turno não significam, por si só, fraude. Segundo o tribunal, o eleitor pode justificar por achar que não chegaria a tempo e, depois, conseguir votar.

Abstenção de 2022

Outro argumento usado para sustentar o boato é a queda da abstenção entre os turnos de 2022. Ela passou de 20,93% no primeiro turno para 20,57% no segundo, uma redução de 0,36 ponto percentual.

Para a Justiça Eleitoral, o dado mostra apenas que mais gente foi votar no segundo turno. Não demonstra que alguém tenha votado no lugar de outra pessoa.

Títulos de pessoas mortas

Os títulos de eleitores que morreram são cancelados de forma contínua, com base em informações enviadas pelos cartórios de registro civil. Quando o aviso chega perto da eleição, sem tempo de retirar o nome das listas, a folha de votação recebe uma anotação de impedimento.

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