Eleições 2026: forças de segurança reforçam policiamento e monitoramento no 2º turno
Plano nacional integra PF, PRF, polícias estaduais e Forças Armadas; no DF, operação terá efetivo exclusivo nos 614 locais de votação
2026|Mariana Saraiva, do R7, em Brasília
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O segundo turno das eleições de 2026, neste domingo (25), contará com uma operação integrada das forças de segurança para prevenir crimes eleitorais, proteger os eleitores e garantir a normalidade da votação e da apuração dos votos. Coordenada pelo MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública), por meio da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública), a mobilização reúne órgãos federais, estaduais e municipais, conforme o planejamento de cada unidade da Federação.
A operação foi estruturada em parceria com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e envolve a PF (Polícia Federal), a PRF (Polícia Rodoviária Federal), a Abin (Agência Brasileira de Inteligência), o Ministério da Defesa, as secretarias estaduais de Segurança Pública, as polícias Civil e Militar e os Corpos de Bombeiros.
O plano nacional não estabelece um número único de agentes por estado ou município. O efetivo e as estratégias são definidos conforme as necessidades locais, levando em conta fatores como número de eleitores e locais de votação, extensão territorial, dificuldades de acesso, histórico de ocorrências e riscos identificados em cada região.
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Centros de comando
A coordenação nacional ficará a cargo da Senasp, por meio do CICCN (Centro Integrado de Comando e Controle Nacional), em articulação com as secretarias estaduais de Segurança Pública e os CICCEs (Centros Integrados de Comando e Controle Estaduais), ou estruturas equivalentes.
Os centros vão acompanhar as operações, compartilhar informações e registrar ocorrências e recursos mobilizados. A estratégia busca agilizar a comunicação entre as instituições e permitir respostas coordenadas a eventuais incidentes durante o pleito.
A Polícia Federal será responsável pela prevenção e repressão a crimes eleitorais e pela investigação de ocorrências de competência da Justiça Eleitoral. A atuação inclui atividades de inteligência, polícia judiciária, perícia criminal e combate a crimes cibernéticos.
Conteúdos produzidos ou manipulados com inteligência artificial, como vídeos, imagens e áudios, também poderão ser analisados, conforme as circunstâncias e a existência de indícios de crime.
A Polícia Rodoviária Federal terá como prioridades a segurança nas rodovias federais, a fluidez do trânsito e a livre circulação dos eleitores. O trabalho inclui reforço das equipes de policiamento, fiscalização de trânsito, atendimento a acidentes e atuação diante de flagrantes de crimes eleitorais.
No âmbito estadual, as Polícias Militares farão o policiamento ostensivo e preventivo, enquanto as Polícias Civis ficarão responsáveis pela investigação das ocorrências. O Corpo de Bombeiros atuará dentro de suas atribuições, em coordenação com as demais instituições.
O planejamento também prevê o emprego das Forças Armadas em operações de Garantia de Votação e Apuração (GVA), dentro dos limites legais. A Força Nacional poderá prestar apoio conforme a necessidade de cada localidade e os procedimentos legais para sua autorização.
Efetivo exclusivo
No Distrito Federal, a Polícia Militar preparou uma operação específica para atender os 614 locais de votação e informou ainda que atuará de forma integrada com os demais órgãos de segurança, com foco na proteção dos eleitores, mesários e materiais eleitorais.
Assim como no primeiro turno, a Operação Eleições contará com uma tropa adicional, escalada por meio do SVG (Serviço Voluntário Gratificado). O efetivo será destinado exclusivamente às atividades relacionadas à votação.
Cada local contará com o apoio de duplas de Policiamento Ostensivo Geral (POG), além de viaturas dedicadas ao patrulhamento nas imediações das seções eleitorais. Unidades especializadas ficarão posicionadas em pontos estratégicos, enquanto equipes de contingência permanecerão de prontidão para responder a situações que exijam reforço.
O monitoramento também terá o apoio de drones. A distribuição dos policiais levará em conta a análise de riscos, o histórico de ocorrências, a concentração de eleitores e as demandas do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF).
Segundo a PMDF, a operação foi planejada para preservar a capacidade de atendimento das ocorrências cotidianas. A corporação afirma que nenhum policial será retirado do policiamento ordinário, mantendo integralmente o atendimento pelo telefone 190 e as patrulhas diárias nas regiões administrativas.
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