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Flávio promete levar Brasil ao Escudo das Américas, aliança de Trump contra facções

Candidato do PL diz que vai mudar a lei para classificar PCC, CV e milícias como terroristas

2026|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Flávio Bolsonaro promete incluir o Brasil no Escudo das Américas, coalizão de segurança liderada por Donald Trump.
  • Propõe mudança na lei para classificar PCC, Comando Vermelho e milícias como organizações narcoterroristas.
  • Os EUA já designaram PCC e CV como organizações terroristas estrangeiras, e 14 países da América Latina assinaram declaração semelhante.
  • O governo Lula rejeita a classificação de PCC e CV como terroristas e defende cooperação internacional sob comando brasileiro.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) diz que vai colocar o Brasil na coalização do Escudo das Américas Reprodução/Canal TV Celular Flávio Bolsonaro

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) prometeu incluir o Brasil no projeto do Escudo das Américas, coalizão de segurança liderada pelos Estados Unidos de Donald Trump, caso seja eleito.

A promessa foi anunciada em live na quarta-feira (23), no canal do senador no YouTube. Ele afirmou também que vai propor ao Congresso uma mudança na lei para classificar o PCC, o Comando Vermelho e as milícias como organizações narcoterroristas.

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“O Brasil fará parte do Escudo das Américas a partir do ano que vem, porque eu vou colocar o Brasil também para se unir a todos esses países que vão se juntar para combater os narcoterroristas”, disse Flávio Bolsonaro.

Coalizão lançada em Miami

A coalizão foi lançada em 7 de março, em Miami, num encontro de Trump com 12 líderes latino-americanos, com foco no combate a cartéis e na redução da influência de China e Rússia na região.

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Na terça-feira (22), à margem da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, os Estados Unidos e outros 14 governos do continente assinaram uma declaração que lista 24 organizações como “narcoterroristas transnacionais”, entre elas o PCC e o CV.

Os países se comprometem a aplicar, conforme suas legislações, congelamento de bens, restrições de visto e responsabilização criminal de quem der apoio material aos grupos. Os EUA já haviam designado as duas facções brasileiras como organizações terroristas estrangeiras em junho.

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14 países aderiram

Na live, Flávio disse que 14 países da América do Sul aderiram à medida e que praticamente todos os vizinhos, exceto Brasil, Guianas e Uruguai, fazem parte do grupo.

Os 14 signatários, porém, incluem países da América Central e do Caribe. Na América do Sul, assinaram Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai e Peru. Brasil, Uruguai, Suriname e Venezuela ficaram de fora.

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Lula é contra enquadramento

O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva rejeita o enquadramento de PCC e CV como organizações terroristas.

O Ministério da Justiça argumenta que o país já tem instrumentos penais específicos para organizações criminosas e que a mudança poderia gerar efeitos jurídicos indesejados.

O Itamaraty alertou para a possibilidade de os Estados Unidos usarem a classificação como fundamento para ações militares em território brasileiro.

O governo Lula defende ampliar a cooperação internacional para bloquear armas, dinheiro e rotas das facções, mantendo sob comando brasileiro as operações no país.

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