Haddad promete transparência e revisão de contratos: “Vai sobrar dinheiro no orçamento”
Ex-ministro e candidato ao Governo de São Paulo destaca necessidade de revisão em contratos e incentivos fiscais
2026|Do R7
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O ex-ministro da Fazenda e candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) afirmou nesta quarta-feira (23) que pretende ampliar a transparência das contas estaduais e revisar benefícios fiscais, contratos de custeio e privatizações para abrir espaço no orçamento público. Segundo ele, a medida permitiria aumentar investimentos em áreas como saúde, educação e segurança pública.
Depois de reunião fechada com a Associação Brasileira da Indústria de Tecnologia para Saúde (ABIMED), Haddad defendeu a divulgação detalhada dos incentivos fiscais concedidos pelo Estado e afirmou que a falta de transparência favorece interesses privados e dificulta o controle social sobre os gastos públicos.
“Quando a transparência está estabelecida e as regras claras do que você vai fazer, vai começar a sobrar dinheiro no orçamento”, afirmou o candidato.
Haddad citou sua passagem pelo Ministério da Fazenda para defender a divulgação dos beneficiários de incentivos tributários. Segundo ele, a mesma metodologia poderia ser aplicada em São Paulo para permitir que a sociedade acompanhe a concessão de benefícios fiscais e cobre resultados.
O petista também criticou a gestão fiscal do governo estadual e afirmou que órgãos de controle já apontaram problemas relacionados à transparência das contas públicas. Segundo ele, benefícios fiscais, contratos de custeio e processos de privatização precisam ser mais transparentes.
Reindustrialização e setor da saúde
No mesmo evento, Haddad também defendeu políticas voltadas à reindustrialização de São Paulo. O candidato afirmou que pretende apoiar a reforma tributária, fortalecer o diálogo com o governo federal e criar instrumentos de incentivo à indústria, especialmente nos setores ligados à saúde.
Entre as propostas apresentadas estão a criação de uma central estadual de compras para hospitais filantrópicos e Santas Casas, além de um banco de desenvolvimento voltado ao refinanciamento de dívidas dessas instituições. Segundo Haddad, a medida pode gerar economia de até R$ 2 bilhões e fortalecer a indústria de equipamentos e insumos médicos no estado.
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