Lula terá mais dificuldades com o Senado em novo mandato, diz cientista político
Especialista analisa desafios para a governabilidade no quarto mandato, diante de Congresso com maioria de direita e pressões do mercado financeiro
2026|Do R7, com RECORD NEWS
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito para um quarto mandato no último domingo (25), iniciando o novo governo com desafios significativos, como a relação com o Congresso Nacional, que tem maioria de oposição, tanto no Senado quanto na Câmara dos Deputados, além dos desafios com o mercado financeiro.
Com as pressões colocadas logo após a conclusão das eleições, é necessário que o presidente aponte as diretrizes do seu novo governo, avalia o analista político Eduardo Bresciani, em entrevista ao Alerta Brasil desta segunda-feira (26). “Acho que a gente costuma falar em política que, quando o presidente é eleito, ele tem uma lua de mel; a do presidente Lula não está durando 24 horas”, comenta Bresciani, em referência às reações do mercado.
Sobre as relações entre Executivo e Legislativo, Bresciani lembra que o presidente Lula tem hoje o apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), mas não será simples buscar a manutenção de ambos à frente das duas Casas.
“A [reeleição] de Hugo Motta parece um pouco mais encaminhada pelo peso que o Centrão tem ali e os partidos de centro têm na Câmara, então eles, somados ao PT, teriam ali condições de reeleger. No Senado, o cenário é muito mais difícil. Há uma força muito grande da direita e há um desejo, uma cobrança da direita de se debater a conduta de ministros do Supremo Tribunal Federal, algo que o Alcolumbre já declarou que era contra.”
Outro desafio de Lula será a indicação de um novo ministro para o STF (Supremo Tribunal Federal), já que a indicação de Jorge Messias para a vaga de Luís Roberto Barroso foi rejeitada pelo Senado Federal. “Há um debate agora sobre o Lula já fazer essa próxima indicação antes da posse dos novos senadores, porque há uma visão de que este Senado é um pouco menos hostil, ainda que tenha derrubado a indicação anterior.”
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