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Lula vai ao TSE nesta quinta formalizar aceite das condições de Flávio para abrir sigilos

Campanha petista promete apresentar resposta às 11h após senador ampliar exigências para divulgar dados bancários, fiscais e telefônicos

2026|Amanda Garcia, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Lula e Flávio Bolsonaro estão em disputa sobre a abertura de sigilos bancários, fiscais e telefônicos.
  • Flávio ampliou as exigências para divulgar seus dados, e a campanha de Lula aceitou as condições.
  • Flávio quer que Lula divulgue informações sobre familiares, assessores e empresas ligadas a ele.
  • A proposta de Flávio exclui a Alcazar Holdings, o que gerou questionamentos da campanha de Lula.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Brazilian presidential candidates Flavio Bolsonaro and Luiz Inacio Lula da Silva take part in a presidential debate, ahead of the runoff presidential election, in Sao Paulo, Brazil, October 18, 2026. REUTERS/Jean Carniel
Flávio Bolsonaro e Lula disputam o 2º turno no próximo domingo (25) Jean Carniel/Reuters - 18.10.2026

A disputa entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela abertura de sigilos bancários, fiscais e telefônicos ganhou um novo capítulo. Depois de o senador impor condições para divulgar seus dados, a campanha do presidente afirmou que aceita as exigências e anunciou que apresentará uma resposta ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) às 11h desta quinta-feira (22).

O candidato do PL declarou estar disposto a abrir seus sigilos dos últimos 20 anos, desde que o presidente amplie a divulgação de informações sobre familiares, assessores e empresas ligadas a ele.

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Lula havia proposto a abertura de seus dados dos últimos oito anos e dos de familiares, condicionada à divulgação de informações equivalentes pelo adversário.

“Todas as condicionantes que ele colocou, a única resposta que o presidente tem é dizer que o presidente não se opõe a absolutamente nada do que ele estava falando”, afirmou o senador Camilo Santana (PT-CE), um dos coordenadores da campanha de Lula.

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O coordenador petista classificou as exigências de Flávio como uma tentativa de manobra e cobrou que o senador também cumpra as condições apresentadas por Lula.

Até o momento, nenhum dos candidatos teve os sigilos efetivamente abertos.

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As manifestações apresentadas ao TSE dependem de novos procedimentos, e a divulgação de dados de terceiros exige autorização dos envolvidos ou decisão judicial cabível.

Exigências

A proposta de Flávio amplia a lista de pessoas e documentos que deveriam ser incluídos na divulgação.

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Entre as exigências estão os sigilos de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula, além de informações financeiras de empresas ligadas aos filhos do presidente, ao Instituto Lula e à empresa de palestras do petista.

O senador também quer a divulgação dos gastos do cartão corporativo da Presidência desde janeiro de 2023, das agendas da primeira-dama, Janja da Silva, e de registros de viagens realizadas em aeronaves da Força Aérea Brasileira.

Outra cobrança envolve informações sobre a reunião entre Lula e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, realizada em dezembro de 2024, além de registros de visitantes do Palácio do Planalto.

Na petição, a defesa de Flávio afirmou que a proposta inicial de Lula seria uma “promessa vazia” e argumentou que a divulgação das contas pessoais do presidente não seria suficiente para esclarecer suspeitas envolvendo pessoas próximas a ele.

O candidato do PL também pediu ao TSE que intime Lula a informar se aceita as novas condições.

Impasse sobre empresa

Apesar de afirmar que aceita as exigências, a campanha de Lula questionou a exclusão da Alcazar Holdings da proposta apresentada por Flávio.

A empresa pertence ao advogado Willer Tomaz, amigo do senador, e aparece em uma investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro. Flávio foi identificado como “usuário master” de uma conta bancária da empresa.

Na manifestação enviada ao TSE, o candidato do PL afirmou que não é sócio, administrador nem beneficiário da Alcazar Holdings e, por isso, não teria como autorizar a divulgação de seus dados.

“A gente vê muita estranheza que ele tire essa empresa. Então, que a imprensa possa cobrar dele, porque ele está tirando essa empresa”, afirmou Camilo Santana.

Desafio começou no debate

A disputa pela abertura de sigilos começou no debate realizado no último domingo (18), quando Lula desafiou Flávio a divulgar informações bancárias e fiscais dele e de seus familiares.

O presidente formalizou a proposta ao TSE na terça (20), incluindo pedidos de divulgação dos dados de Jair Bolsonaro, dos irmãos do senador e de empresas ligadas ao candidato do PL.

Flávio respondeu com a ampliação das exigências, incluindo pessoas e registros que não estavam na proposta inicial.

Durante um ato de campanha em Belo Horizonte, na quarta (21), Lula criticou a resposta do adversário e afirmou que apresentaria uma nova manifestação.

“Essa semana eu pedi para o Flávio abrir sigilo. Hoje ele inventou um monte de mentiras e trucou seis. Eu vou meter um nove na cara dele amanhã”, disse o presidente.

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