MDB racha no 2º turno, com 17 diretórios para Flávio e 10 em apoio a Lula
Alas do Norte e do Nordeste ficam com o presidente; maioria da sigla oficializa adesão ao senador em evento em São Paulo
2026|Do R7
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O MDB vai dividido para o segundo turno da eleição presidencial. Nesta terça-feira (13), dez diretórios estaduais do partido, todos do Norte e do Nordeste, anunciaram apoio à chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do vice-Geraldo Alckmin (PSB). No mesmo dia, o presidente nacional da legenda, Baleia Rossi, oficializou em São Paulo a adesão de outros 17 diretórios, entre eles o do Distrito Federal, à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Diretórios que fecharam com Flávio Bolsonaro:
- Acre;
- Amapá;
- Distrito Federal;
- Espírito Santo;
- Goiás;
- Mato Grosso;
- Mato Grosso do Sul;
- Minas Gerais;
- Paraná;
- Rio de Janeiro;
- Rio Grande do Norte;
- Rio Grande do Sul;
- Roraima;
- Santa Catarina;
- São Paulo;
- Sergipe;
- Tocantins.
Diretórios que fecharam com Lula:
- Amazonas;
- Alagoas;
- Bahia;
- Ceará;
- Maranhão;
- Pará;
- Pernambuco;
- Piauí;
- Paraíba;
- Rondônia.
Em nota, os emedebistas pró-Lula afirmaram que a decisão segue o compromisso do partido com o desenvolvimento econômico, a geração de emprego e renda, a redução das desigualdades e a justiça social.
O texto defende a continuidade de programas do governo federal, como Bolsa Família, Pé-de-Meia, Farmácia Popular, Mais Médicos, Minha Casa, Minha Vida e Brasil Sorridente.
“Defendemos um Brasil que avance com oportunidades para todos, crescimento sustentável e diálogo político”, diz o comunicado.
Do lado de Flávio, no evento desta terça, Baleia Rossi listou cinco razões para a escolha. Citou a expectativa de gastos públicos de melhor qualidade, com ênfase na área social, a valorização do agronegócio moderno, o fortalecimento de estados e municípios, o combate ao crime organizado com uso de tecnologia e a pacificação nacional, com defesa da democracia.
“E, por fim, um apelo à pacificação nacional. Nós precisamos pacificar esse país”, disse.
A ala favorável a Flávio ganhou força dentro do partido depois que nomes ligados a Lula perderam no primeiro turno. Renan Filho foi derrotado na disputa pelo governo de Alagoas, e Hana Ghassam, no Pará.
Na primeira etapa da eleição, o MDB não apoiou nenhum candidato ao Planalto e deixou os diretórios livres para definir alianças conforme a realidade local. O PT queria atrair a sigla para a coligação de Lula, mas, segundo integrantes do MDB, nunca houve negociação concreta.
O partido chegou a ocupar três ministérios de peso no atual governo. Simone Tebet comandou o planejamento antes de deixar o MDB e se filiar ao PSB; Renan Filho esteve nos Transportes, e Jader Filho, nas Cidades.
Além do MDB, União Brasil, Progressistas, Republicanos, Novo e Podemos declararam apoio a Flávio.
O PSD se manteve neutro, mas Ronaldo Caiado, que disputou a Presidência pela legenda, anunciou voto no senador.
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