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Meta nega favorecimento à campanha de Flávio Bolsonaro em resposta ao TSE

Empresa afirma compromisso com a integridade do processo eleitoral, mas admite erros

2026|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Meta nega acusação de favorecimento à campanha de Flávio Bolsonaro feita pela chapa de Lula.
  • Empresa reconhece incidente técnico global que afetou visualizações em 7 de outubro.
  • Meta afirma que a integridade do processo eleitoral é prioridade e colabora com o TSE.
  • Erro na exclusão temporária da conta de anúncios de Lula foi identificado e corrigido rapidamente.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Meta responde alegações das campanhas de Lula Dado Ruvic/Reuters

A Meta, dona do Facebook e do Instagram, negou a acusação feita pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de que as plataformas beneficiaram a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Uma denúncia da chapa do petista junto à Justiça Eleitoral atribuiu à companhia a suposta redução do alcance de publicações de seus apoiadores.

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“A afirmação é falsa, não está demonstrada e não resiste ao confronto com os fatos e com os dados objetivos adiante apresentados”, diz a empresa em ofício enviado ao ministro Marco Aurélio Belizze, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O magistrado havia solicitado esclarecimentos após a acusação da chapa de Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin. A Meta, contudo, reconheceu “incidente técnico de alcance global” que teria bloqueado a contabilização de visualizações de posts no dia 7 de outubro, de 1h50 às 19h49.

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Essa falha, ainda de acordo com a empresa, ocorreu em todo o mundo e não se limitou a conteúdo político, por isso não poderia se tratar de ação direcionada contra Lula.

“Nesse sentido, a ocorrência objeto deste item não decorreu de qualquer direcionamento específico à campanha, ao candidato ou ao conteúdo político veiculado, mas de um contexto de reforço sistêmico dos mecanismos de identificação de potenciais fraudes implementados em cumprimento às obrigações legais assumidas no referido acordo.”

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Perfis de esquerda e ligados ao PT passaram a difundir, nas últimas semanas, a versão de que teriam sido atingidos por uma queda abrupta de sua audiência nas redes, enquanto aqueles vinculados à direita e a Flávio mantinham taxas elevadas.

A Meta negou essa acusação, reproduzida pela defesa da chapa de Lula em petição ao TSE, afirmou se tratar de “impressão subjetiva de usuários” e disse que também tem sido acusada por adversários do presidente de manipulação. Em seguida, citou histórico de colaboração com a Corte para coibir informações falsas nas redes.

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“A integridade do processo eleitoral é prioridade para a Meta e para o Facebook Brasil, havendo longa atuação conjunta com o TSE para proteger o processo democrático, auxiliar na identificação e atuar contra ameaças, bem como para conceder aos eleitores informações confiáveis. São inúmeras as iniciativas implementadas ao longo de anos, desde 2018”

Outra queixa levantada pelo PT diz respeito à exclusão temporária da conta de anúncios da campanha de Lula. A Meta afirmou se tratar de um erro “identificado e revertido com celeridade” após os mecanismos de controle da empresa enquadrar equivocadamente um anúncio como possível publicação fraudulenta sobre programa governamental.

Segundo a plataforma, um acordo firmado com a Advocacia-Geral da União (AGU) no âmbito de uma ação civil pública prevê medidas proativas para a retirada de conteúdos fraudulentos. “Como reconhecido pelas próprias partes signatárias, a intensificação desses mecanismos de detecção poderia gerar efeitos colaterais inerentes a qualquer sistema de moderação em larga escala.”

A Meta defendeu que dados relacionados a usuários sem vínculo com as campanhas sejam preservados. Isso porque o ministro havia pedido medidas de moderação e distribuição, que foram aplicadas após o PT alegar a existência de uma fazenda de produção de conteúdos favoráveis a Flávio.

“Nesses termos, sem prejuízo do integral cumprimento da determinação judicial quanto aos perfis oficiais do candidato da Representante, a Meta entende que a prestação de informações individualizadas sobre contas de terceiros estranhos à relação processual extrapolaria os limites subjetivos da presente controvérsia, podendo implicar divulgação de informações protegidas relativas a usuários que não integram a demanda e em relação aos quais inexiste pedido específico formulado na petição inicial.”

A empresa, contudo, garantiu ter preservado a integridade dos logs e das URLs relativos aos posts citados.

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