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Oposição cobra explicações sobre intimação de Flávio Bolsonaro para entregar passaportes

Bancada questiona fundamentos jurídicos e critica proximidade entre a medida e o resultado eleitoral

2026|Mariana Saraiva, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A oposição na Câmara dos Deputados divulgou nota manifestando preocupação com a intimação de Flávio Bolsonaro para entregar passaportes.
  • A medida foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, e a oposição questiona a proximidade com o fim das eleições presidenciais.
  • Os parlamentares pedem esclarecimentos sobre os fundamentos jurídicos da medida e enfatizam que restrições devem ser baseadas em provas concretas.
  • A bancada critica a percepção de que adversários políticos sofrem restrições excepcionais e defende o respeito às garantias constitucionais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Parlamentares defendem direito de defesa de Flávio Bolsonaro e cobram justificativas para a medida Adriano Machado/Reuters - 25.10.2026

A bancada da oposição na Câmara dos Deputados divulgou, nesta segunda-feira (26), uma nota oficial em que manifesta preocupação com a notícia de que o senador Flávio Bolsonaro teria sido intimado pela Polícia Federal (PF) a entregar os passaportes. O grupo questiona a proximidade entre a medida e o encerramento da eleição presidencial, ocorrida no domingo (25).

A medida foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), segundo informações divulgadas nesta segunda.

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No comunicado, assinado pelo deputado Cabo Gilberto (PL), a bancada afirma que a coincidência temporal exige transparência e fundamentação jurídica. Os parlamentares pedem esclarecimentos públicos sobre os motivos da medida, sua necessidade e proporcionalidade, além da existência de elementos concretos que justifiquem uma eventual restrição à saída do país.

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“A democracia não termina com o resultado das urnas. E o direito de defesa não pode terminar com uma derrota eleitoral”, afirma a nota.

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A oposição ressalta que não defende privilégios ou imunidade a investigações, mas sustenta que qualquer restrição aos direitos de um cidadão deve estar amparada em fatos concretos, provas e decisão devidamente fundamentada.

“Perder uma eleição não transforma ninguém em criminoso. Ser investigado não significa ser culpado. E exercer oposição não pode representar a perda de direitos fundamentais”, diz o texto.

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O comunicado também critica decisões que, segundo a bancada, possam alimentar a percepção de que adversários políticos estão sujeitos a restrições excepcionais após uma disputa eleitoral. O grupo defende que as instituições garantam segurança jurídica e respeito às garantias constitucionais.

A bancada afirma ainda que acompanhará os desdobramentos do caso e poderá adotar medidas institucionais para assegurar o cumprimento do devido processo legal, da ampla defesa e das liberdades individuais.

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“A Constituição não tem partido. A Justiça não pode ter lado. E nenhuma eleição autoriza a suspensão de direitos fundamentais”, conclui a nota.

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