Participação objetiva das mulheres nos locais de poder precisa evoluir, diz analista
Das 54 vagas em disputa no Senado em 2026, 12 serão ocupadas por mulheres, a maior quantidade de senadoras em uma única eleição
2026|Do R7, com RECORD NEWS
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O Senado renovou dois terços dos senadores nas eleições de 2026 neste domingo (4). Das 54 vagas que estavam em disputa, 12 vão ser ocupadas por mulheres — a maior quantidade de senadoras eleitas em uma única eleição no Brasil. As senadoras eleitas representam 14,81% das cadeiras do Senado.
As candidaturas femininas cresceram nestas eleições em relação às eleições de 2022, com 30% a mais no número de candidatas. O partido que mais elegeu senadoras foi o PL (Partido Liberal), com três senadoras, e o PT (Partido dos Trabalhadores), com duas senadoras.
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Nessas eleições foi possível observar um movimento de vários artistas nas redes sociais, que fizeram uma espécie de campanha pelo voto em mulheres, para que as mulheres sejam melhor representadas.
Segundo o analista político Eduardo Bresciani, a participação objetiva das mulheres nos locais de poder precisa evoluir, tanto na política quanto fora. “Eu imagino que a gente vai devagar, melhorando um pouco o quadro. Quando a gente vai olhando o histórico, vai tendo um pequeno aumento [...]. Então, acredito que é um trabalho de longo prazo”, ressalta em entrevista ao Conexão Record News.
O analista destaca o trabalho feito por Michelle Bolsonaro (PL) antes de se candidatar ao Senado. “Ela liderava o PL Mulher e fez um trabalho de mobilização das mulheres pela direita. A esquerda, algumas vezes, faz também esses movimentos, mas ainda é uma coisa muito pequena”, diz.
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