Pesquisa aponta que 52% são contra cortar dinheiro de programas sociais
Segundo a Indexa/Broadcast, Flávio Bolsonaro é visto pelo eleitorado como o candidato com maior chance de reduzir recursos
2026|Do Estadão Conteúdo
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A redução dos gastos com a administração e o governo é apontada por 55,1% dos eleitores como a principal medida a ser adotada em relação às contas públicas, mostra a pesquisa Indexa/Broadcast, divulgada nesta sexta-feira (23).
Questionados sobre serem a favor ou contra o governo diminuir recursos destinados a programas públicos, 52,1% se dizem contrários, 25,7% são favoráveis e 17,7% não são a favor nem contra.
Sobre qual deveria ser a principal medida do governo em relação às contas públicas, os eleitores responderam:
- Diminuir gastos com a administração e o governo: 55,1%
- Reduzir descontos nos impostos concedidos a empresas: 17,9%
- Diminuir gastos com programas sociais: 2,5%
- Cobrar mais impostos: 2,4%
- Outra medida: 0,3%
- Nenhuma dessas medidas: 12,1%
- Não sabem ou não opinaram: 9,6%
A oposição aos cortes alcança 61% entre os entrevistados com renda domiciliar de até dois salários mínimos. Entre os que têm renda acima de cinco salários mínimos, 43% são contrários e 40,6% são favoráveis.
Flávio também é visto como o candidato com maior chance de reduzir recursos de programas sociais, como o Bolsa Família: 54,7% associam essa possibilidade ao senador, enquanto 12,8% apontam Lula. Outros 24,3% não indicam nenhum dos dois e 5,3% atribuem a mesma chance a ambos.
O perfil político também diferencia as respostas. Entre os que se identificam como lulistas ou petistas, 70,6% rejeitam a redução de recursos. Entre os bolsonaristas, 43,7% apoiam a medida e 33,3% são contrários. Na direita não bolsonarista, 45% são favoráveis e 32,3% se opõem.
O levantamento também mostra que 67% já tinham ouvido falar na expressão “ajuste fiscal” antes da entrevista, enquanto 32,4% não tinham ouvido falar.
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Contas públicas
Flávio Bolsonaro é apontado por 44,9% dos eleitores como o candidato mais capaz de controlar as contas públicas se eleito, ante 39,3% que citam o presidente Lula, mostra a pesquisa. Para 12,1%, nenhum dos dois faria mudanças.
As propostas para os gastos do governo pesam muito na decisão de voto de 58,9% dos entrevistados. Para 15,3%, pesam um pouco, enquanto 19,9% dizem que não têm peso algum. Outros 5,8% não sabem ou não opinam.
A disposição de votar em um candidato que proponha cortes em programas sociais também foi investigada. Diante dessa hipótese, 41,9% afirmam que teriam menos vontade de escolhê-lo. A proposta não mudaria a decisão de 45,3%, enquanto 9% dizem que teriam mais vontade de votar nesse candidato.
Ao avaliar qual seria a forma mais justa de melhorar as contas do governo, os entrevistados apontam, em primeiro lugar, a cobrança de mais impostos de pessoas com renda mais alta, com 36,3%. A redução de pagamentos extras a servidores públicos aparece em seguida, com 21,1%.
Veja as respostas entre as alternativas apresentadas:
- Cobrar mais impostos de pessoas com renda mais alta: 36,3%
- Reduzir pagamentos extras a servidores públicos: 21,1%
- Diminuir descontos nos impostos concedidos a empresas: 14,1%
- Reduzir os valores pagos em programas sociais: 5,2%
- Outra medida: 0,6%
A pesquisa ouviu 2.000 eleitores em 20 e 21 de outubro. O nível de confiança é de 95% e a margem de erro, de 2,2 pontos porcentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02348/2026.
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