Pesquisa mostra Lula atrás no Sudeste após perder 1,8 milhão de votos em relação a 2022
A quatro dias do segundo turno, Flávio Bolsonaro tem 53% das intenções de voto na região, contra 40% do presidente
2026|Amanda Garcia, do R7, em Brasília
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chega à reta final da eleição presidencial com dificuldades para reduzir a vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) no Sudeste, região onde recebeu quase 1,8 milhão de votos a menos no primeiro turno de 2026 em comparação com o de 2022.
A quatro dias do segundo turno, pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira (20) mostra Flávio com 53% das intenções de voto na região, contra 40% de Lula.
O Sudeste reúne os três maiores colégios eleitorais do país — São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro —, além do Espírito Santo. Nenhum dos quatro estados terá segundo turno para governador, o que também preocupa as campanhas pelo possível impacto na abstenção.
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No primeiro turno deste ano, Flávio recebeu 56,1 milhões de votos no país, contra 53,9 milhões de Lula, uma diferença de 2,2 milhões.
Em 2022, a vantagem de Jair Bolsonaro (PL) sobre Lula no Sudeste havia sido de 2,4 milhões de votos no primeiro turno. Neste ano, a diferença favorável a Flávio chegou a 5,7 milhões.
São Paulo concentrou a maior parte dessa distância. Flávio recebeu 12,9 milhões de votos no estado, contra 9,5 milhões de Lula, uma diferença de 3,4 milhões. O senador também terminou à frente do presidente em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo.
Queda de votos
A redução de quase 1,8 milhão de votos de Lula em relação ao primeiro turno de 2022 se concentrou principalmente em São Paulo, onde o presidente recebeu cerca de 985 mil votos a menos, e em Minas Gerais, com queda de 614 mil. No Rio de Janeiro, foram 154 mil votos a menos, e, no Espírito Santo, 47 mil.
Para o cientista político Bruno Soller, do Real Time Big Data, o resultado do Sudeste é um dos principais obstáculos para uma reação de Lula. A vantagem obtida por Flávio na região ajuda a explicar por que o senador terminou o primeiro turno com 2,2 milhões de votos a mais que o presidente no país.
Na avaliação do pesquisador, a diferença no Sudeste é difícil de compensar, mesmo com o desempenho de Lula no Nordeste, onde o presidente aparece com 62% das intenções de voto, contra 31% de Flávio.
No cenário nacional, a pesquisa desta terça-feira mostra empate técnico, com Flávio numericamente à frente: 52% dos votos válidos, contra 48% de Lula.
Risco de abstenção
Outro fator que preocupa as campanhas é a possibilidade de aumento da abstenção no Sudeste. No primeiro turno, aproximadamente 15,1 milhões de eleitores da região deixaram de votar, o equivalente a 22,7% do eleitorado da região.
Segundo Soller, a ausência de disputas estaduais no segundo turno pode contribuir para um comparecimento menor às urnas. Por outro lado, a mobilização das campanhas presidenciais nas ruas e nas redes sociais pode incentivar a participação dos eleitores.
“O fato é que você não ter mobilização das campanhas estaduais nesses lugares pode, sim, ser mais um indicativo para você ter uma abstenção um pouco maior.”
A preocupação atinge os dois candidatos. Lula precisa ampliar sua votação para reduzir a diferença do primeiro turno, enquanto Flávio busca garantir que os eleitores que já o apoiaram voltem às urnas.
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