PF arquiva investigação sobre suposta interferência dos EUA nas eleições do Brasil
AGU tinha pedido que PF investigasse eventual repasse de US$ 1 milhão a grupos brasileiros
2026|Augusto Fernandes e Gabriela Coelho, do R7, em Brasília
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A Polícia Federal arquivou o procedimento aberto para apurar uma possível interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras de 2026.
A apuração havia sido iniciada a partir de uma notícia-crime apresentada pela AGU (Advocacia-Geral da União), com base em uma reportagem do jornal britânico The Guardian sobre a destinação de US$ 1 milhão pelo governo americano para um programa relacionado ao combate ao chamado lawfare e à censura no Brasil.
A apuração havia sido anunciada pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, no domingo (4), dia do primeiro turno das eleições.
Na ocasião, ele afirmou que a corporação já havia iniciado um procedimento prévio para verificar a suspeita de interferência externa e que a Diretoria de Inteligência havia sido designada para conduzir a análise.
Segundo Rodrigues, ainda não havia sido publicada portaria de instauração de inquérito policial.
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Pedido da AGU
O pedido da AGU havia sido encaminhado à PF na quinta-feira (1º). A iniciativa partiu da Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia e teve como ponto de partida uma reportagem publicada pelo The Guardian em 30 de setembro.
Segundo a reportagem citada pela AGU, o Departamento de Estado dos Estados Unidos teria destinado US$ 1 milhão do Fundo de Direitos Humanos e Democracia ao programa Countering Lawfare and Censorship in Brazil (em tradução livre, “Combate ao Lawfare e à Censura no Brasil”).
Na notícia-crime, a AGU pediu uma apuração imediata para verificar a veracidade das informações e identificar como os recursos teriam sido utilizados no Brasil.
O órgão também solicitou que fossem identificados os responsáveis e eventuais beneficiários ou receptores dos recursos em território brasileiro. A partir dos fatos que fossem comprovados, a AGU pediu ainda que fosse avaliada a eventual responsabilidade criminal das pessoas envolvidas.
A AGU chamou atenção para o fato de a suspeita ter surgido durante o processo eleitoral. Na avaliação apresentada no pedido, a eventual utilização de recursos estrangeiros para influenciar instituições ou a política brasileira assumiria maior relevância em razão da realização das eleições.
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