PM registra 42 chamados relacionados a crimes eleitorais durante primeiro turno no DF
Mais de 5.000 policiais participaram da operação de segurança; drones e câmeras foram usados para monitorar locais de votação
2026|Márcio Fontenele, da RECORD
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A PMDF (Polícia Militar do Distrito Federal) recebeu 42 chamados relacionados a crimes eleitorais durante o primeiro turno das eleições, realizado neste domingo (4). Desse total, dez ocorrências foram confirmadas, e a maior parte estava relacionada à boca de urna.
A prática é considerada crime eleitoral e inclui situações como pedir votos, distribuir propaganda ou abordar eleitores com o objetivo de influenciar a escolha no dia da votação. A legislação prevê pena de seis meses a um ano de detenção, que pode ser substituída por prestação de serviços à comunidade pelo mesmo período, além de multa.
Entre as pessoas detidas pela Polícia Militar estava um servidor da segurança pública que se apresentou armado para votar em uma seção eleitoral de Sobradinho (DF). Apesar de possuir porte funcional de arma, o agente foi conduzido à Polícia Federal por determinação do juiz eleitoral.
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As regras para as Eleições 2026 restringem a presença de pessoas armadas nas proximidades das seções eleitorais. De acordo com o TRE-DF (Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal), a regra geral determina distância mínima de 100 metros da seção.
Existem exceções para integrantes das forças de segurança que estejam em serviço junto à Justiça Eleitoral e para agentes em atividade de policiamento no dia da eleição. Nesse segundo caso, o agente pode ingressar armado na seção quando for exercer o próprio voto.
Mais de 5.000 policiais mobilizados
A operação de segurança montada para o primeiro turno contou com 5.000 policiais militares. Desse efetivo, 2.000 permaneceram fixos nos 614 locais de votação espalhados pelo Distrito Federal. A estrutura também teve o apoio de 250 viaturas.
Antes da votação, o TRE-DF acompanhou a definição do plano de operações elaborado em conjunto com a Polícia Militar. O planejamento previa ações de segurança para todos os locais de votação do Distrito Federal.
Além do policiamento presencial, a tecnologia foi utilizada para ampliar a vigilância. Pela primeira vez, drones fizeram parte da operação de segurança das eleições no Distrito Federal. Ao todo, foram empregados 20 equipamentos.
O monitoramento também contou com 14 mil câmeras do programa DF 360. Durante a operação, imagens flagraram motoristas espalhando de forma indiscriminada santinhos de candidatos pelas ruas.
O DF 360 é uma plataforma da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal que reúne diferentes ferramentas de monitoramento e atendimento. O sistema permite integrar imagens e outras informações utilizadas pelas forças de segurança e conta, entre os recursos, com câmeras capazes de fazer leitura de placas de veículos e gerar alertas.
PM considera votação tranquila
Apesar das ocorrências registradas e do cenário de polarização política, a avaliação da Polícia Militar foi de que o primeiro turno transcorreu de forma tranquila no Distrito Federal.
No dia da eleição, a Justiça Eleitoral também proíbe comícios, carreatas, uso de alto-falantes e amplificadores de som e outras formas de propaganda eleitoral previstas na legislação. A manifestação individual e silenciosa da preferência do eleitor, dentro das regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral, é permitida.
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