PT começa a articular alianças para eventual 2º turno de Patrus contra Cleitinho em MG
Em eventual segunda etapa, o petista tem 42% contra 43% do senador; no primeiro turno, Cleitinho mantém vantagem mais ampla
2026|Amanda Garcia, do R7, em Brasília
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O PT começa a calcular possíveis alianças para um eventual segundo turno na disputa pelo governo de Minas Gerais. O movimento ocorre após Patrus Ananias (PT) se aproximar de Cleitinho Azevedo (Republicanos) em uma simulação de confronto direto entre os dois.
O resultado apareceu na pesquisa Real Time Big Data, divulgada na segunda-feira (21). Enquanto o senador do Republicanos manteve os mesmos 43% de intenções de voto do último levantamento, Patrus aumentou um ponto percentual e chegou a 42%. A diferença entre os dois está dentro da margem de erro da pesquisa, de dois pontos percentuais.
No primeiro turno, Cleitinho mantém vantagem mais ampla. O senador aparece com 35%, enquanto Patrus tem 19%. Alexandre Kalil (PDT) e Mateus Simões (PSD) registram 10% cada, seguidos por Flávio Roscoe (PL), com 8%, e Gabriel Azevedo (MDB), com 6%.
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PT calcula alianças
Segundo um interlocutor do PT em Minas, a direção da legenda já avalia quais candidatos e grupos políticos poderiam apoiar Patrus em uma eventual segunda etapa.
A avaliação é de que o petista teria capacidade de ampliar sua base de apoio caso avance para o segundo turno, principalmente por meio de alianças com outras forças que ficarem pelo caminho na primeira etapa.
O interlocutor citou nomes como Alexandre Kalil e Gabriel Azevedo entre os grupos que poderiam entrar nessa conta. Em relação a Mateus Simões, porém, disse haver mais incerteza sobre qual caminho o atual governador tomaria em uma eventual segunda etapa.
Flávio Roscoe, por outro lado, é apontado como um nome que tende a apoiar Cleitinho. Nos últimos dias, integrantes do PL declararam apoio ao senador do Republicanos, mesmo com Roscoe mantendo sua candidatura.
Estratégia do PT
A estratégia discutida internamente é reforçar o vínculo entre a campanha de Patrus e a de Lula em Minas, com agendas conjuntas e transformar o apoio ao presidente em votos para o candidato petista ao governo estadual.
O partido já esperava que Patrus aparecesse bem nas pesquisas, porque levantamentos qualitativos feitos pela legenda indicavam boa receptividade ao nome do deputado.
A avaliação interna é a de que Patrus também deve continuar trabalhando, principalmente a imagem de gestor, durante a campanha.
Essa construção serviria para diferenciá-lo de Cleitinho e apresentar Patrus como uma figura mais preparada para administrar o estado.
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