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PT vai ao TSE contra Flávio Bolsonaro por conteúdos difamatórios feitos com IA

Documento pede remoção de publicações geradas por inteligência artificial ofensivas a Lula, ao partido e demais aliados políticos

2026|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O PT acionou o TSE contra Flávio Bolsonaro e outros deputados por publicações ofensivas feitas com inteligência artificial.
  • O pedido de remoção inclui 90 publicações de 31 perfis no Instagram, alegando uso de "deepfakes" proibidos em campanhas eleitorais.
  • As publicações são acusadas de associar Lula e o PT a crimes e condutas degradantes, utilizando deformações e situações vexaminosas.
  • Um jingle criado por IA, reproduzido em mais de 12 mil publicações, também é citado na representação ao TSE.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Para autores, peças tentam associar o presidente Lula e o PT a crimes e condutas degradantes Ricardo Stuckert/Campanha Lula - 20.07.2026

A Federação Brasil de Esperança, que tem o Partido dos Trabalhadores como principal legenda, acionou o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) nesta quinta-feira (30) contra o senador Flávio Bolsonaro e os deputados federais Mário Frias e Gustavo Gayer — todos do PL (Partido Liberal).

A sigla do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou à Corte uma representação solicitando a retirada de conteúdos gerados por inteligência artificial ofensivos a Lula, ao PT e demais aliados políticos. O PCdoB e o PV também compõem a federação.

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Procurados, eles ainda não se manifestaram. O espaço está aberto.

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Foram apontadas 90 publicações a serem removidas, a partir de 31 perfis do Instagram, principal rede social controlada pela Meta no Brasil, com cerca de 135 milhões de usuários, de acordo com os dados da empresa.

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Entre os argumentos das legendas de esquerda para a remoção dos materiais está a Resolução 23.610 de 2019, do TSE, que proíbe o uso de “deepfakes” — técnica que reproduz com precisão e de forma artificial rostos e vozes — em campanhas eleitorais. A norma também veda a monetização de propaganda política eleitoral na internet.

O documento tem 218 páginas e cita uma “rede de perfis do Instagram que atua em regime de colaboração e coordenação para produzir e disseminar conteúdo gerado por inteligência artificial”. Também afirma que as mensagens ganham escala de pelo uso de “collabs” — recurso da plataforma digital que permite aos usuários publicarem um vídeo ou imagem em conjunto para ampliar o alcance da postagem.

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Um dos vídeos listados mostra Lula em frente à Casa Branca, nos Estados Unidos, com uma blusa que diz “Trump, deixe nossos bandidos em paz”, em alusão ao encontro entre os dois Chefes de Estado em maio deste ano. A classificação de organizações criminosas brasileiras como terroristas era um dos temas candentes à época, mas ficou de fora da conversa.

Com 3,7 milhões de seguidores, o perfil de Flávio Bolsonaro é o maior entre os representados na ação, seguido por Gustavo Gayer (3,1 milhões) e Mário Frias (2,4 milhões), ex-ministro do governo de Jair Bolsonaro.

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Para os autores, criadas de maneira artificial, as peças se valem de deformações e situações vexaminosas para associar o presidente e a legenda a crimes e condutas degradantes.

A representação ainda ilustra as alegações feitas com um jingle criado por IA e reproduzido por mais de 12 mil publicações na principal rede da Meta. “É cara de pau esse malandro barbudinho não vale um real... O pai dos pobres vai roubando o povo”.

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