Rui Costa e Jaques Wagner são eleitos senadores pela Bahia
Ao todo, dez candidatos concorreram ao Senado pela Bahia nas eleições de 2026
2026|Do R7

Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT) foram eleitos, neste domingo (4), senadores pelo estado da Bahia. A informação foi confirmada pela RECORD às 21h40, com 97,95% das urnas apuradas.
Foram dez os candidatos que concorreram ao Senado pelo estado da Bahia, nas eleições de 2026.
A composição do Senado é renovada uma vez a cada quatro anos. Alternando entre um terço ou dois terços das cadeiras. Na atual eleição, os brasileiros escolheram 54 dos 81 senadores, o equivalente a dois terços do Senado.
Quem são os senadores eleitos pela Bahia em 2026
Rui Costa (PT)
Rui Costa (PT), 63 anos, nasceu em Salvador (BA). É graduado em economia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Assim como Jaques Wagner, começou na militância no Polo Petroquímico de Camaçari, por meio do sindicato da categoria.
Participou da fundação do Partido dos Trabalhadores (PT) na Bahia na década de 1980 e foi diretor de sindicatos de 1984 a 2000, quando foi eleito vereador da capital baiana pela primeira vez. Foi reeleito quatro anos depois e, já em 2006, foi eleito deputado federal.
Foi secretário de Relações Institucionais do governo da Bahia e chefe da Casa Civil durante o governo Jaques Wagner, entre 2007 e 2014. Neste período, foi reeleito deputado federal em 2010.
Em 2014, saiu candidato como sucessor de Wagner ao Governo da Bahia e foi eleito no primeiro turno. Foi reeleito novamente no primeiro turno em 2018 e ficou no cargo até o fim de 2022. Em janeiro de 2023, foi nomeado pelo presidente Lula como ministro-chefe da Casa Civil, cargo que exerceu até abril deste ano.
Jaques Wagner (PT)
Natural do Rio de Janeiro, Jaques Wagner (PT) tem 75 anos e está no primeiro mandato como senador. Filho de imigrantes judeus poloneses, iniciou sua trajetória na militância em 1969, no movimento estudantil.
Na época, Wagner era aluno da Faculdade de Engenharia Civil da PUC-RJ (Pontifícia Universidade Católica). Abandonou o curso e saiu do Rio de Janeiro em meio a perseguições da ditadura militar. Chegou à Bahia em 1974 e começou a trabalhar na indústria petroquímica no polo de Camaçari.
Foi presidente do sindicato da categoria e ajudou a fundar o Partido dos Trabalhadores e a CUT (Central Única dos Trabalhadores) na Bahia.
Venceu a primeira eleição em 1990, para deputado federal, sendo reeleito em 1994 e 1998. Perdeu a disputa para a Prefeitura de Camaçari em 2000 e para o Governo da Bahia em 2002. No primeiro governo Lula, foi ministro do Trabalho e das Relações Institucionais.
Em 2006, foi eleito governador do estado da Bahia e reeleito quatro anos depois. No Executivo federal, ainda exerceu os cargos de ministro da Defesa e da Casa Civil durante o governo Dilma. Na Bahia, foi secretário de Desenvolvimento Econômico antes de ser eleito senador da República em 2018 com 4,25 milhões de votos.
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