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Secretário tem prisão revogada, mas TRE mantém investigação sobre ônibus em Salvador

Desembargador considera que a ordem de prisão perdeu sua finalidade imediata com o encerramento da votação

2026|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O TRE-BA revogou a prisão do secretário de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, mas manteve a investigação sobre a redução da frota de ônibus.
  • A decisão considerou que a prisão perdeu sua finalidade imediata após o encerramento da votação e não houve solicitação de medida cautelar pelo Ministério Público Eleitoral.
  • A investigação busca esclarecer se houve intenção de dificultar o deslocamento dos eleitores e exige a apresentação de documentos relacionados à operação dos ônibus.
  • O prefeito de Salvador negou ter orientado a redução da circulação de ônibus e atribuiu o atraso à retirada de adesivos eleitorais dos veículos por empresários.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Pablo Souza Reprodção / Instagram @sec.pablosouza

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) revogou nesta segunda-feira (26) a ordem de prisão em flagrante do secretário de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, expedida durante o segundo turno das eleições.

A Corte manteve a apuração sobre a redução da frota de ônibus e determinou que a prefeitura, a secretaria e as concessionárias preservem e apresentem documentos da operação em até 48 horas.

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Na nova decisão, o presidente do tribunal, desembargador Maurício Kertzman Szporer, considerou que a prisão perdeu sua finalidade imediata com o encerramento da votação. Também levou em conta a ausência de solicitação de medida cautelar pelo Ministério Público Eleitoral. A revogação não representa absolvição nem encerra a apuração de possíveis crimes.

O secretário estava em Paris, em missão oficial com a vice-prefeita Ana Paula Matos (União Brasil), quando a prisão foi determinada no domingo (25). Na tarde do domingo, o prefeito Bruno Reis (União Brasil) explicou em coletiva que Pablo retornaria ao Brasil nesta segunda-feira e se apresentaria às autoridades.

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A investigação deverá esclarecer quem determinou a redução do serviço e se houve intenção de dificultar o deslocamento dos eleitores. Entre os registros a serem preservados e apresentados estão escalas de motoristas, ordens de serviço, dados de monitoramento dos veículos e comunicações internas.

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A ordem de prisão foi expedida após denúncias de ônibus retidos nas garagens durante a votação. O TRE-BA também havia determinado o restabelecimento integral da frota, com gratuidade e operação equivalente à dos dias úteis, sob pena de multa de R$ 1 milhão por hora de descumprimento.

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O prefeito da cidade negou orientação para reduzir a circulação. Atribuiu o atraso a empresários que determinaram a retirada de adesivos eleitorais dos veículos e afirmou que a gestão autorizou a saída dos coletivos mesmo com a propaganda para assegurar o transporte dos eleitores.

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