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‘Tem que diminuir um pouco a empolgação’, diz analista sobre reforma constitucional de Flávio

Apesar de apelo ao eleitorado, candidato precisa considerar visão do mercado sobre insegurança jurídica, avalia Bruno Soller

2026|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Flávio Bolsonaro enfrenta o desafio de entender que seu voto é de oposição a Lula, não pessoal.
  • Reforma constitucional proposta por Flávio pode gerar insegurança jurídica e precisa de cautela.
  • Redução da maioridade penal é amplamente apoiada, mas há temor em associá-la a uma nova constituinte.
  • É crucial manter o apoio dos stakeholders do mercado, que atualmente apoiam Flávio Bolsonaro.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O maior desafio que Flávio Bolsonaro tem na campanha para o segundo turno é entender que o voto que ele teve “não é um voto dele”, afirma o cientista político Bruno Soller, analista do instituto Real Time Big Data. “Esse voto é um voto de oposição ao Lula. Muita gente votou no Flávio Bolsonaro, única e exclusivamente com o objetivo de derrotar o presidente Lula, porque estava insatisfeita com os rumos do país.”

Sobre a fala de Flávio no sentido de promover uma reforma da Constituição de 1988, Soller pondera que, enquanto o tema pode até ser interessante para a grande maioria do eleitorado, é preciso calcular o risco da reação do mercado. “Isso gera alguma insegurança jurídica para quem está pensando na vitória do Flávio Bolsonaro. Então tem que diminuir um pouco da empolgação às vezes”, pontua.

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No centro do discurso do candidato bolsonarista está a redução da maioridade penal, que Soller aponta ser amplamente aprovada pela população. “Na última pesquisa da Real Time Big Data, quando se pergunta sobre a quantidade de pessoas que gostariam que reduzisse de 18 para 16 anos a maioridade penal, bate em 92%. Ou seja, é uma vontade da população, isso está posto.” Porém, quando a questão é associada ao processo de uma nova constituinte, ele identifica um temor.

“Não vamos esquecer que o presidente Jair Bolsonaro termina o mandato dele com toda uma dúvida de parte da população sobre o compromisso dele com a democracia. Se ele iria ou não dar um golpe de Estado”, aponta Soller. “A maioria da população concorda com as pautas, mas há que se ter cuidado para não desmobilizar um apoio que é importante agora, que é o clima favorável dos stakeholders, de quem faz o mercado e a economia brasileira girar, que hoje está torcendo muito pela vitória do Flávio Bolsonaro.”

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