TRE-DF veta 46 cidades do exterior sem limite mínimo e 426 eleitores ficam sem votar
Lei eleitoral exige mínimo de 30 eleitores para abrir seção eleitoral na região; capitais estão entre cidades excluídas
2026|Do R7
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A Justiça Eleitoral anunciou que não irá abrir seção eleitoral em 46 cidades do exterior nas eleições de 2026 por baixo número de brasileiros aptos a votar. A legislação eleitoral exige que haja ao menos 30 eleitores inscritos na região da cidade para que as urnas cheguem ao local. Ao todo, são 426 eleitores.
Entre os locais, estão o Vaticano e capitais de países importantes da África — Nigéria, República Democrática do Congo e Etiópia —, do Leste Europeu — Geórgia, Albânia e Armênia —, e da Ásia — Coreia do Norte e Iraque. Cidades de países vizinhos, como Venezuela, Uruguai, Bolívia e Peru, também estão na lista de cidades que não vão receber votação.
Algumas cidades não terão votação pela falta de um ou três eleitores, como é o caso da capital da Geórgia, Tbilisi, que reuniu 29 cidadãos aptos a votar. As localidades também não terão seção de justificativa de voto.
Eleição no exterior
O número de brasileiros que moram em outros países aptos a votar nas eleições de 2026 cresceu 31,8% em quatro anos. Segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), 918,9 mil brasileiros no exterior poderão comparecer às urnas neste ano.
Essa parcela do eleitorado só pode votar para a Presidência da República. O TRE-DF é quem organiza as seções de votação fora do Brasil.
Confira a lista completa de cidades e quantos eleitores cada uma tem:
- Tbilisi (Geórgia): 29 eleitores;
- Lusaca (Zâmbia), Chuí (Uruguai) e Kinshasa (RD Congo): 27 eleitores cada;
- Bridgetown (Barbados): 22 eleitores;
- Rivera (Uruguai): 19 eleitores;
- Islamabade (Paquistão), São Tomé (São Tomé e Príncipe) e Libreville (Gabão): 18 eleitores cada;
- Iquitos (Peru): 17 eleitores;
- Iaundê (Camarões): 14 eleitores;
- Belmopan (Belize), Astana (Cazaquistão) e Ierevan (Armênia): 13 eleitores cada;
- Sarajevo (Bósnia e Herzegovina) e Colombo (Sri Lanka): 12 eleitores cada;
- Bagdá (Iraque), Gaborone (Botswana) e Saint Georges de Loyapock (Guiana Francesa): 10 eleitores cada;
- Tirana (Albânia): 9 eleitores;
- Cotonou (Benim) e Puerto Quijarro (Bolívia): 8 eleitores cada;
- Castries (Santa Lúcia), Harare (Zimbábue) e Lomé (Togo): 7 eleitores cada;
- Uagadugu (Burkina Faso), Yangon (Mianmar) e Lilongue (Malawi): 6 eleitores cada;
- Baku (Azerbaijão), Conacri (Guiné), Malabo (Guiné-Equatorial) e Bamako (Mali): 5 eleitores cada;
- Abuja (Nigéria) e Adis Abeba (Etiópia): 3 eleitores cada;
- Brazzaville (Congo): 2 eleitores;
- Cobija (Bolívia), Dacca (Bangladesh), Pyongyang (Coreia do Norte), Saint Johns (Antígua e Barbuda) e Santa Elena de Uairén (Venezuela): 1 eleitor cada;
- Minsk (Belarus), Monróvia (Libéria), Vaticano, Basseterre (São Cristóvão e Nevis), Freetown (Serra Leoa) e Lethem (Guiana): nenhum eleitor apto.
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