Logo R7.com
RecordPlus
‌

TRE-RJ autoriza inquérito e determina que deputado estadual do PL entregue armas

Deputado estadual, Alexandre Knoploch exibiu arma de fogo e disparou spray de pimenta em comício do PSOL

2026|Do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • TRE-RJ autoriza inquérito contra deputado Alexandre Knoploch por exibir arma e usar spray de pimenta em comício do PSOL.
  • Deputado é acusado de crimes eleitorais e comuns, incluindo impedimento à propaganda e porte ilegal de arma.
  • Desembargadora determina suspensão do porte de armas e entrega à Polícia Federal, além de proibição de contato com vítimas.
  • Knoploch alega legítima defesa e acusa militantes do PSOL de provocação e hostilidade.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

TRE-RJ dá 24 horas para deputado Alexandre Knoploch (PL) entregar armas à PF Reprodução/Instagram @flavioserafini - 28.09.2026

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) acatou nesta quarta-feira (30) o pedido da Procuradoria Regional Eleitoral para a abertura de um inquérito policial contra o deputado estadual e candidato à reeleição Alexandre Knoploch (PL-RJ). O tribunal ainda determinou que o candidato entregue suas armas temporariamente à Polícia Federal (PF).

Alexandre Knoploch foi filmado exibindo uma arma de fogo em frente ao comício de campanha do também deputado estadual Flávio Serafini (PSOL-RJ). Ele também teria disparado spray de pimenta em direção a militantes e à candidata a suplente ao Senado Maria de Lourdes do Carmo, conhecida como Maria dos Camelôs (PSOL-RJ).

‌

De acordo com a denúncia feita pelo Ministério Público Eleitoral, o deputado do PL teria praticado os crimes eleitorais de impedimento à propaganda, violência política de gênero e injúria, além dos crimes comuns de lesão corporal, ameaça, desobediência e porte ilegal de arma.

Veja Também

Na decisão, a desembargadora Tathiana de Carvalho Costa diz que “o porte de arma jamais pode ser utilizado para a intimidação de adversários políticos”. “A violência armada é o exato oposto da democracia. A conduta delineada representa um comportamento altamente reprovável e que materializa risco concreto a impor o deferimento das cautelares penais ora em análise”, defende a magistrada nos autos.

‌

As medidas cautelares, no entanto, ainda não configuram julgamento sobre a culpa de Knoploch. A desembargadora salienta que o deputado poderá exercer o contraditório e a defesa.

A decisão

A decisão da desembargadora do TRE-RJ inclui a autorização de abertura de um inquérito policial para apurar os fatos narrados na denúncia, a realização de diligências e a determinação de medidas cautelares.

‌

Entre as cautelares está a suspensão do porte de armas de fogo até o dia 5 de outubro, um dia após o primeiro turno. Para que a determinação seja cumprida, a magistrada determinou que Knoploch entregue todas as armas que possui à Superintendência Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro, no prazo de 24 horas. Segundo a declaração de bens do próprio candidato para as eleições de 2026, ele possui sete armas de fogo, incluindo dois fuzis.

A juíza também proibiu que o deputado bolsonarista acesse o comitê de campanha de Flávio Serafini e que mantenha contato com as vítimas.

‌

O caso

Nesta segunda-feira (28), o parlamentar ameaçou militantes do PSOL no comício do deputado estadual Flávio Serafini com uma arma de fogo. Segundo a denúncia apresentada pela Procuradoria, Knoploch foi ao ato político e retirou de seu bolso um spray de pimenta, disparando diretamente contra as pessoas que estavam na calçada, dentre elas transeuntes idosos.

O ataque teria começado após uma pessoa não identificada ter falado sobre Jair Bolsonaro, afirmando que “o pai está preso”. Na sequência, Knoploch passou a intimidar outros eleitores ali presentes, chegando a exibir uma arma de fogo que guardava na cintura por baixo de sua camiseta.

A versão de Alexandre Knoploch

Nas redes sociais, no dia do ocorrido, o deputado estadual publicou um vídeo em que alega que agiu em legítima defesa e em defesa de um “idoso”, que seria Jair Bolsonaro, que havia sido “agredido verbalmente”. “Esses caras do PSOL agridem e depois se vitimizam”, diz Knoploch na publicação.

Ele afirma que estava fazendo campanha na rua, próximo ao comitê de Flávio Serafini, e os militantes do PSOL se “incomodaram porque todo mundo estava pedindo material do Bolsonaro”. O comitê, então, teria colocado uma música de crítica a Flávio Bolsonaro em tom de provocação.

Knoploch diz que, após tentar filmar a música que havia sido colocada, foi “abordado de forma hostil” por cinco pessoas. “Aí, irmão, tomou-lhe gás de pimenta. Nós não podemos ser intimidados pela esquerda”, afirma no vídeo.

Search Box

🗳️Eleições 2026: leia todas as notícias sobre a disputa

🤳🏽Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp 📲

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas

‌

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.