Trump e aliados Milei, Bukele e Espriella silenciam sobre reeleição de Lula
Outros presidentes de direita da região, como Kast, Noboa e Peña, parabenizaram o petista
2026|Do R7
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A Casa Branca e líderes latino-americanos alinhados ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que habitualmente são rápidos para parabenizar líderes eleitos, optaram pelo silêncio sobre a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Entre eles estão o argentino Javier Milei, o salvadorenho Nayib Bukele e o colombiano Abelardo de la Espriella, que declaração apoio a Flávio Bolsonaro (PL) ao longo do processo eleitoral.
O silêncio contrasta com a reação de outros governantes de direita da região.
O chileno José Antonio Kast telefonou para Lula e defendeu uma agenda conjunta de integração econômica e combate ao crime organizado.
O equatoriano Daniel Noboa, o paraguaio Santiago Peña e o boliviano Rodrigo Paz também parabenizaram o brasileiro e destacaram a relação entre os países.
Milei trocou críticas com Lula
O argentino Javier Milei foi um dos principais apoiadores internacionais de Flávio Bolsonaro (PL) na campanha e esteve no lançamento da candidatura do senador.
O presidente argentino e Lula trocaram críticas públicas várias vezes nos últimos anos, e Milei voltou a atacar o petista a seis dias do segundo turno. Na Argentina, a ex-presidente Cristina Kirchner foi uma das primeiras a cumprimentar Lula.
Donald Trump e Marco Rubio
Trump evitou tomar posição durante toda a campanha. Recentemente, ele disse que os Estados Unidos acompanhavam a eleição brasileira, sem declarar apoio a nenhum dos candidatos.
Em outubro, o jornal americano The Washington Post publicou que o silêncio de Trump e do secretário de Estado, Marco Rubio, sobre o Brasil era uma estratégia para não prejudicar Flávio.
Segundo um assessor da Casa Branca ouvido pelo jornal, manifestações mais duras poderiam ajudar Lula a usar a interferência americana como argumento de campanha.
Nos Estados Unidos, a principal manifestação veio da oposição a Trump. O senador Bernie Sanders classificou a reeleição como uma “extraordinária vitória”. O governador da Califórnia, Gavin Newsom, também cumprimentou o Brasil pelo resultado.
Flávio não reconheceu derrota
O silêncio dos aliados de Trump coincide com a recusa de Flávio em reconhecer a derrota.
O candidato do PL afirmou que é “impossível” aceitar o resultado e que vai pedir a anulação da eleição, por causa da decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), que prorrogou o horário de votação.
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